Por Raissa Fernanda em
26 de Fevereiro de 2018
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Os principais desafios de mobilidade urbana do Brasil

Por Raissa Fernanda em 26 de Fevereiro de 2018

As políticas desenvolvimentistas da década de 1950 mudaram de forma rápida e radical o modo de vida dos brasileiros. Foi nessa época que o país viu o crescimento acelerado das cidades, onde hoje vive a maioria das pessoas.

A urbanização trouxe facilidades, desenvolveu setores importantes da economia e ampliou o acesso a serviços essenciais, mas também descortinou uma série de desafios. Entre os principais gargalos está a mobilidade urbana, ou seja, a forma como as pessoas se deslocam nas grandes cidades.

O mesmo movimento desenvolvimentista que levou os brasileiros a trocarem o campo pelas cidades também ampliou a cultura do carro. Para você ter uma ideia, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a frota de carros cresceu mais que o número de habitantes nos últimos anos. Enquanto a população cresceu 12,3% entre 2000 e 2010, o número de veículos aumentou em 22% no mesmo período!

O resultado disso todos conhecem: basta olhar pela janela do escritório, ligar o rádio ou entrar no Twitter para ver que não tem mais dia e horário para engarrafamentos. O caos no trânsito é uma realidade das cidades brasileiras.

Mobilidade urbana é qualidade de vida

Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou que os prejuízos para uma cidade por conta dos problemas de mobilidade urbana podem ser gigantescos. Em São Paulo, os prejuízos causados pelo tempo produtivo perdido em congestionamentos chegam a R$ 40 bilhões por ano.

No entanto, essa não é uma realidade só brasileira. Ao redor do mundo, governos buscam soluções para melhorar os índices de mobilidade e reduzir perdas causadas pelo trânsito.

Praticamente todas as alternativas passam pela implantação de sistemas inteligentes de transporte de massa, como ônibus, metrôs e bondinhos. A eficiência desses modelo passa pelo tempo médio gasto em deslocamento: quanto mais rápido se chega ao destino, mais eficiente ele é.

Em Londres, uma das maiores cidades do mundo, a solução para reduzir o número de veículos no perímetro central foi a implantação de pedágios. A cobrança tem seus recursos revertidos para o transporte de massa e estimula as pessoas a deixarem seus carros em casa. O modelo, chamado de taxa de congestionamento, foi inspirado em Cingapura, onde 65% da população usa transporte público.

Brasil já tem soluções inteligentes

Também temos soluções caseiras para a mobilidade urbana. Exemplo disso é o sistema Bus Rapid Transit (BRT), que foi implantado em Curitiba na década de 1970 e transformou a capital paranaense em um modelo renomado em todo o mundo.

O sistema consiste em oferecer transporte coletivo de passageiros com mobilidade urbana rápida, confortável, segura e eficiente por meio de infraestrutura separada dos demais sistemas viários. Os ônibus ganham prioridade de ultrapassagem e devem ter operação frequente. Hoje, há mais de 101 projetos como esse em andamento no Brasil.

E para quem acha que andar de ônibus pode ser uma tarefa difícil, soluções como o Ticket Transporte estão aí para mostrar que cada um de nós pode colaborar com a melhoria da mobilidade urbana. O Ticket Rota, por exemplo, auxilia na gestão do deslocamento e otimiza as rotas de transporte para reduzir custos com o vale-transporte.

Os desafios ainda são muitos, como a ampliação de ciclovias e calçadas que privilegiem o pedestre nas cidades. Melhorar a mobilidade é uma ação que envolve vários atores, como usuários, empregadores e governos. Deixar o carro em casa, nos dias de hoje, é sinônimo de atitude. As melhorias no setor só virão se cada um de nós acreditar que essa mudança é possível.

Você já colabora para melhorar a mobilidade urbana nas cidades brasileiras? Conte para a gente nos comentários o que você faz para isso acontecer!

One Reply to “Os principais desafios de mobilidade urbana do Brasil”

  1. Bom dia. Cidades como Bauru, onde moro, tem grande parte da população pessoas jovens e estudantes, muitos trabalham com relativa proximidade do trabalho ou faculdade. Eu sou uma delas, escolhi fazer o trajeto a pé pelo menos três vezes por semana, assim evito o trânsito e a emissão de poluentes e cuido da saúde. Tenho melhor humor e peso equilibrado fazendo isso. Acredito que muita gente acaba não fazendo o trajeto a pé por falta de incentivo.

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