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Quais são as tendências de consumo ao redor do mundo que marcas precisam se atentar pós-pandemia

A ONU criou diretrizes que colocam o “novo normal” caracterizado pela responsabilidade compartilhada, solidariedade global, fortalecimento de comunidades locais e proteção de empregos, percorrendo um caminho mais sustentável, com maior igualdade de gênero e de classes sociais.

Essas não são pautas definitivamente novas, mas elas nunca receberam tanta atenção. O mundo desacelerou e a megalomania industrial nunca foi tão questionada. Aliado a tudo isso, as mudanças de hábitos provocadas pela crise nos fazem repensar nossos papéis enquanto indivíduos, funcionários e consumidores.

A Geração Z, vanguarda desse “novo normal”, é uma geração hipercognitiva, capaz de viver múltiplas realidades, presenciais e digitais. Eles transitam por diversas comunidades, não importa a ideologia. 

Sempre há um ponto de conexão entre as pessoas. Por isso, são radicalmente inclusivos, têm grande poder de mobilização e seu interesse se conecta amplamente com a diversidade. Isso tem acontecido em uma sociedade com alta penetração de ferramentas que dão à informação uma velocidade incomparável e que aumentam a responsabilidade daqueles que comunicam.

Caminhamos para um novo momento, marcado por engajamento, conectividade, ativismo e, acima de tudo, valorização da transparência como premissa para construir relações através da comunicação. 

Por exemplo, nos últimos 2 meses, segundo dados de pesquisas feitas semanalmente pela consultoria MindMiners:  49,25% dos brasileiros estão procurando o online para se capacitar mais: 46% estão fazendo algum curso online de auto aperfeiçoamento; 30% diz que é para aprender sobre novos assuntos, hobbies e habilidades; 28% diz que é para descobrir diferentes pontos de vista, perspectivas e opiniões sobre diversos assuntos; 37% consome conteúdo que os inspire a tentar coisas novas.

Além disso, 74% dos brasileiros estão consumindo mais notícias e se mantendo atualizados com as pautas dessa nova dinâmica de mundo: 36% aumentaram ainda mais sua taxa de leitura em geral; 35% quer informações sobre o que sua comunidade local está fazendo; e 31% diz que é para aprender mais sobre cultura/interesses humanos e questões políticas.

Antes do coronavírus, presença digital era uma regra para sobreviver aos espasmos do mundo que se desenhava. Depois do coronavírus, presença digital é imprescindível para nascer e se desenvolver no “novo normal”. Marcas, empreendedores e pequenos negócios precisam estar atentos à algumas tendências de consumo que tomarão forma nesse contexto em evolução, liderado por uma geração hiperconectada e engajada.

 

Influenciadores da “vida real”

Ao longo da pandemia, a população teve a oportunidade de valorizar o trabalho dos profissionais essenciais. Médicos, funcionários de saúde, limpeza, entregadores e outros foram os verdadeiros heróis desse período. Isso leva a uma revisão do conceito de celebridades e influenciadores. A partir de agora, as marcas podem pensar em formas de celebrar o esforço de pessoas reais e sua contribuição para o bem comum.

 

Foco no coletivo

A situação de crise estimulou o público a se unir e pensar coletivamente. Empresas foram cobradas a fazer a diferença para seus funcionários, consumidores e a comunidade. Esse foco no coletivo deve se estender para uma revisão nos modelos de negócio. Tendo seu propósito como bússola, as empresas precisam entender seu papel nas ações de responsabilidade social. Também pode ser o momento de rever seus valores e entender como é possível ter um impacto positivo maior na vida das pessoas.

 

Valorização do local

A valorização da produção local deve ganhar força como fator de compra. Durante a crise, as pessoas foram convidadas a apoiar a produção local e isso deve se manter no pós-pandemia. Grandes empresas também buscaram soluções para apoiar a cadeia de pequenos e médios empreendedores. Marcas devem entender o que podem fazer para ajudar e empoderar as comunidades. Isso inclui criar e validar iniciativas com o apoio do público local.

 

Ticket e você. Juntos contra a crise.

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