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Coluna do Basaglia – Saiba tudo sobre segurança psicológica no trabalho

Header de coluna de Ricardo Basaglia com foto, nome e perfil

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Você já parou para pensar por que a segurança psicológica é importante, mesmo em equipes talentosas? Então observe como boas ideias muitas vezes ficam guardadas no silêncio.

 

Por isso, o conceito de segurança psicológica vai muito além do ambiente físico ou da saúde mental individual. Ele diz respeito à segurança real que cada pessoa tem para realizar suas atividades e, principalmente, para aprender no trabalho.

 

No entanto, a falta dessa segurança pode minar a cultura, a inovação e o desempenho.

 

Entenda o que é segurança psicológica no trabalho

Mulher que vivencia segurança psicológica no trabalho está sentada de costas para uma mesa organizada, com livros, plantas e objetos de escritório ao fundo

Segurança psicológica no ambiente de trabalho é o sentimento coletivo de confiança. Ela permite aos colaboradores expressarem suas ideias, dúvidas e erros sem medo de julgamento, retaliação ou humilhação.

 

Esse conceito, amplamente estudado pela professora Amy Edmondson, da Harvard Business School, é fundamental para fomentar equipes colaborativas e inovadoras.

 

Portanto, ter segurança psicológica significa que o profissional pode se sentir à vontade para apontar problemas, sugerir soluções. E, ainda, admitir falhas sem temer consequências negativas à sua imagem ou carreira.

 

Nesse sentido, promove a comunicação e a construção de relações de confiança — ingredientes indispensáveis para a alta performance organizacional.

 

Saiba mais! Execução de alta performance: como aplicar e otimizar no negócio

 

Por que a segurança psicológica no ambiente de trabalho é tão importante?

 

A segurança psicológica no trabalho é um dos pilares para organizações que buscam inovar e se adaptar com agilidade ao mercado.

 

Segundo artigo publicado na Harvard Business Review, equipes com segurança psicológica apresentam níveis maiores de produtividade, inovação e satisfação profissional.

 

Por outro lado, ambientes inseguros podem levar a uma cultura de silêncio organizacional. Dessa forma, os colaboradores passam a ocultar problemas, evitar riscos e não colaborar efetivamente.

 

Além disso, a segurança psicológica impacta diretamente na saúde mental dos colaboradores, reduzindo o estresse, ansiedade e burnout.

 

Isso é importante em tempos de transformações rápidas e incertezas econômicas, pois seus times estão mais aptos a lidar com desafios e mudanças.

 

Portanto, investir em segurança psicológica é investir em pessoas, mas também na sustentabilidade e competitividade do negócio.

 

Conheça quatro aspectos da segurança psicológica no ambiente corporativo

 

De acordo com Amy Edmondson, na Harvard Business Review, existem aspectos essenciais que contribuem para um ambiente psicologicamente seguro. Vamos conhecê-los:

 

Estabelecer normas claras de comportamento

Definir expectativas claras sobre como os membros da equipe devem interagir e se comportar é fundamental.

 

Isso inclui promover o respeito mútuo, a escuta ativa e a abertura para feedback, criando um ambiente onde todos se sintam valorizados e ouvidos.

 

Demonstrar vulnerabilidade por parte das lideranças

Líderes que compartilham as próprias falhas e aprendizados pessoais incentivam os membros da equipe a fazerem o mesmo.

 

Nesse sentido, a prática de vulnerabilidade construtiva ajuda a romper estereótipos e promove um ambiente de confiança e abertura.

 

Reforçar comportamentos desejados

É importante reconhecer e reforçar comportamentos que contribuam para a segurança psicológica.

 

Isso pode ser feito por meio de feedback positivo, celebração de conquistas e incentivo à participação ativa de todos os membros da equipe.

 

Estabelecer um ambiente de aprendizado contínuo

Fomentar uma cultura na qual erros são vistos como oportunidades de aprendizado, e não como falhas a serem punidas, é fundamental. Isso encoraja a experimentação, a inovação e o crescimento contínuo dentro da organização.

 

Saiba como estabelecer a segurança psicológica nas organizações

 

Estabelecer a segurança psicológica no ambiente de trabalho exige ações deliberadas e consistentes.

 

Amy Edmondson destaca que segurança psicológica não significa ser “bonzinho” ou evitar confrontos. Trata-se de criar um ambiente onde os colaboradores se sintam seguros para expressar ideias, admitir erros e aprender.

 

Para implementar a segurança psicológica, Edmondson sugere as seguintes práticas:

 

  • Fomentar uma cultura de aprendizado contínuo: líderes devem promover uma mentalidade de aprendizado, em que erros são vistos como oportunidades para melhoria, não como falhas.
  • Demonstrar vulnerabilidade: lideranças que compartilham as próprias falhas e aprendizados incentivam os membros da equipe a fazerem o mesmo. Assim, criam um ambiente de confiança mútua.
  • Estabelecer normas claras de comunicação: definir como os membros da equipe devem se comunicar ajuda que todos tenham voz. E que as opiniões sejam respeitadas.
  • Reforçar comportamentos positivos: reconhecer e recompensar comportamentos como disposição para dar e receber feedback construtivo contribui para a segurança psicológica.

 

Veja quais são os desafios e as soluções para melhorar os níveis de segurança psicológica no trabalho

Grupo de quatro pessoas observa e discute anotações em post-its colados em um vidro vivenciando segurança psicológica no trabalho

Melhorar a segurança psicológica no trabalho não é tarefa simples. Porque estamos falando de transformar culturas enraizadas e comportamentos que, muitas vezes, passam despercebidos.

 

Por isso, um dos principais desafios é justamente o medo que as pessoas têm de se expor. Afinal, em um ambiente onde errar significa punição, quem vai se arriscar a falar sobre problemas ou apresentar ideias diferentes?

 

Nesse sentido, a solução passa por uma mudança cultural. Neles, os líderes assumem o compromisso de criar espaços onde o erro seja visto como oportunidade de aprendizado, não como ameaça.

 

No entanto, essa mudança não acontece do dia para a noite. Mas é possível começar investindo em treinamentos e comunicação clara para construir essa cultura de confiança.

 

Outro desafio frequente está na formação das lideranças. Isso porque gestores despreparados podem, mesmo sem intenção, “sufocar” seus times, sem estimular a abertura e acolher críticas construtivas.

 

Então, como superar essa postura? Para isso, é essencial capacitar as lideranças, sobretudo com habilidades interpessoais — as chamadas people skills.

 

E isso começa por praticar escuta ativa, reconhecer a própria vulnerabilidade e valorizar a diversidade e opiniões.

 

Além disso, ambientes pouco inclusivos geram silêncios perigosos. Pois colaboradores que se sentem excluídos tendem a se calar; assim a organização perde a pluralidade de perspectivas e ideias.

 

Aqui, a solução é clara: promover políticas e práticas que valorizem a diversidade e garantam que todas as vozes sejam ouvidas. O que requer compromisso desde o recrutamento até o dia a dia nas equipes.

 

Por fim, uma comunicação falha pode minar qualquer esforço para estabelecer segurança psicológica. Então, se os canais para dialogar não forem claros e seguros, o medo e a desconfiança permanecem.

 

Para reverter esse cenário, as empresas precisam criar espaços estruturados para feedbacks, reuniões abertas e mecanismos que garantam o anonimato. Assim, qualquer colaborador pode se manifestar sem receio de represálias.

 

Encarar esses desafios e agir de forma estratégica ajuda as organizações não a melhorar a segurança psicológica. E a desenvolver times mais criativos e prontos para os desafios do mercado.

 

Saiba mais! Diversidade cultural nas empresas: importância e como promover

 

Descubra a diferença entre segurança psicológica e saúde psicológica

Mulher com expressão de segurança psicológica no trabalho se espreguiça em uma cadeira, aparentando relaxamento

É comum que os termos “segurança psicológica” e “saúde psicológica” sejam usados como sinônimos. Mas, na prática, eles apontam para conceitos complementares, porém distintos.

 

Para começar, segurança psicológica se refere ao ambiente que a organização cria para que os colaboradores se sintam à vontade para expressar suas ideias.

 

Isso inclui questionar, assumir riscos e até admitir erros, sem medo de julgamentos ou represálias.

 

Ou seja, trata-se da criação de um espaço coletivo de confiança que possibilita o aprendizado e a colaboração. Pense nisso como o “solo fértil” no qual as relações de trabalho crescem saudáveis.

 

Por sua vez, a saúde psicológica tem um foco mais individual e clínico. Ela se refere ao estado de bem-estar emocional e mental do colaborador.

 

Isso inclui como ele lida com o estresse, a ansiedade, a depressão ou outras condições que podem afetar sua vida pessoal e profissional.

 

Então, cuidar da saúde psicológica envolve oferecer suporte para que o indivíduo mantenha o equilíbrio emocional. Inclusive por meio de programas de assistência, apoio psicológico e políticas de prevenção.

 

Ou seja, a segurança psicológica é um atributo do ambiente de trabalho — a cultura que a empresa promove. Já a saúde psicológica está ligada ao estado emocional e mental do indivíduo.

 

E vale lembrar que uma não existe de forma plena sem a outra. Por isso, organizações que investem em segurança psicológica beneficiam a saúde psicológica dos colaboradores. E favorecem o bem-estar geral.

 

Aprenda a reconhecer os sinais de que o seu ambiente de trabalho é psicologicamente inseguro

 

Um ambiente de trabalho psicologicamente inseguro é aquele onde os colaboradores não se sentem livres para se expressar. Isso inclui levantar dúvidas ou admitir erros sem medo de consequências negativas.

 

Por isso, é fundamental reconhecer esses sinais para identificar problemas na cultura organizacional e promover mudanças que tragam segurança. Então, veja a seguir alguns sinais de que o ambiente é psicologicamente inseguro:

 

  • Medo de falar abertamente: colaboradores evitam expressar opiniões ou questionar decisões para não sofrer críticas ou punições.
  • Silêncio em reuniões: pouca participação ou ausência de questionamentos mesmo quando algo está errado.
  • Ocultação de erros: erros são escondidos para evitar repreensões, impedindo aprendizado coletivo.
  • Falta de apoio entre colegas: baixa colaboração e desconfiança entre membros da equipe.
  • Liderança pouco acessível: gestores que não escutam ou reprimem feedback e críticas.
  • Elevado estresse e ansiedade: sinais de desgaste emocional relacionados ao ambiente de trabalho.
  • Alta rotatividade e absenteísmo: indica insatisfação e desconforto entre os colaboradores.

 

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Entenda como avaliar a segurança psicológica no ambiente de trabalho

 

Avaliar a segurança psicológica no ambiente de trabalho vai muito além de números ou relatórios. É um exercício de sensibilidade e de percepção para captar o que não é dito.

 

Por isso, é fundamental observar o clima emocional, analisar se as pessoas se sentem à vontade para levantar questões, expor dúvidas e até admitir erros.

 

Para começar, é importante avaliar como as reuniões acontecem: há espaço para participação verdadeira? As vozes se fazem ouvir ou são abafadas pela pressa, ou pelo medo?

 

Outra parte essencial dessa avaliação é escutar de forma ativa, com empatia. Conversas abertas e honestas, individuais ou em grupo, revelam muito mais do que qualquer pesquisa formal.

 

Por isso, é preciso criar canais seguros para que as pessoas possam falar sem medo de retaliação, sabendo que suas palavras serão acolhidas com respeito.

 

Além disso, os indicadores práticos — como o turnover elevado, o absenteísmo frequente e o desgaste emocional — não podem ser ignorados. E devem ser compreendidos dentro do contexto humano e organizacional.

 

Líderes e profissionais de RH: como promover segurança psicológica nas organizações

Mulher sentada em uma poltrona confortável, sorrindo levemente demonstrando segurança psicológica no trabalho, enquanto segura um caderno,

Promover segurança psicológica no ambiente de trabalho é um desafio que exige ação coordenada entre líderes e profissionais de Recursos Humanos.

 

Isso porque ambos desempenham papéis complementares para criar uma cultura na qual as pessoas se sintam seguras. A seguir, você verá dicas práticas para que cada grupo ajude a fortalecer essa base fundamental para o sucesso organizacional.

 

Dicas para líderes:

  • Seja exemplo de vulnerabilidade: compartilhe seus aprendizados e reconheça suas falhas para incentivar a transparência na equipe.
  • Pratique escuta ativa: ouça com atenção, demonstre interesse genuíno e acolha diferentes opiniões sem julgamentos.
  • Incentive a participação: crie espaços seguros para que todos possam contribuir e levantar dúvidas ou críticas.
  • Reconheça e valorize comportamentos construtivos: celebre iniciativas de colaboração e feedbacks que promovam o aprendizado.
  • Gerencie conflitos com empatia: transforme desacordos em oportunidades para crescimento e entendimento mútuo.

 

Dicas para profissionais de RH:

  • Promova treinamentos e workshops: capacite líderes e equipes sobre os conceitos e práticas da segurança psicológica.
  • Desenvolva políticas claras: crie diretrizes que incentivem o respeito, a diversidade de opiniões e a não retaliação.
  • Implemente canais seguros de comunicação: facilite o acesso a feedbacks anônimos e espaços de diálogo aberto.
  • Monitore o clima organizacional: utilize pesquisas e indicadores para identificar áreas de risco e oportunidades de melhoria.
  • Apoie líderes na mudança cultural: ofereça coaching e suporte para que eles desenvolvam habilidades de liderança inclusiva e empática.

 

Ou seja, promover a segurança psicológica não é responsabilidade exclusiva de um setor ou cargo. Basicamente, avaliar a segurança psicológica é um processo de construção diária, no qual líder e RH podem atuar como facilitadores.

 

Portanto, líderes e profissionais de RH precisam trabalhar juntos, alinhando esforços e ações para criar ambientes saudáveis. O que se reflete no engajamento, na retenção de talentos e no sucesso sustentável do negócio.

 

Conclusão

 

Criar ambientes com segurança psicológica depende de as pessoas se sentirem livres para falar, errar e aprender. O que não é tarefa simples. Mas é indispensável para quem busca resultados verdadeiros e duradouros.

 

Para isso, líderes e profissionais de RH têm um papel estratégico e complementar nessa jornada. Pois somente com ações alinhadas e consistentes será possível transformar a cultura organizacional.

 

Afinal, quando a segurança psicológica prevalece, o potencial humano fica livre para se desenvolver.

 

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