Salários e benefícios compõem o pacote de remuneração dos colaboradores e ambos são essenciais para a satisfação dos seus talentos. Enquanto o salário-base cai na conta todo mês, os auxílios extras facilitam o dia a dia.
Se você quer saber se é melhor aumentar o salário ou oferecer benefícios, a resposta é um pouco mais complexa.
Em geral, o equilíbrio costuma ser o melhor caminho. Ao mesmo tempo, a solução ideal depende de diversos fatores, como o setor da profissão, o perfil geracional dos funcionários e as necessidades específicas de cada família.
Por exemplo: para 88% dos colaboradores, o bem-estar no trabalho é tão importante quanto o salário, segundo a pesquisa Bem-Estar Corporativo 2025, da Wellhub.
“Bem-estar”, nesse contexto, abrange até a nutrição: 79% dos participantes acreditam que uma alimentação melhor aumentaria a qualidade do trabalho. Nesse caso, o vale-refeição poderia atender a essa necessidade.
Então fica a pergunta: como equilibrar salário e benefícios? Acompanhe este conteúdo até o final para entender melhor como escolher a estratégia de remuneração mais adequada para sua empresa.
Principais aprendizados deste artigo:
- Os salários são a recompensa direta pelo trabalho. Já os benefícios para os funcionários são complementos que melhoram a qualidade de vida e valorizam a equipe.
- Entre salário e benefícios, o mais importante é o equilíbrio. O mercado exige um pacote completo, que una estabilidade financeira, suporte no dia a dia e oportunidades de crescimento.
- Para criar uma remuneração total equilibrada, pesquise o mercado, escute as necessidades dos colaboradores e invista em opções flexíveis atreladas aos resultados.
- Para a empresa, os benefícios são grandes aliados na atração e na retenção de talentos, além de impulsionar a produtividade e gerar vantagens fiscais.
- Facilite a gestão com as soluções da Ticket. Ao unificar múltiplos benefícios em um só cartão, você otimiza a rotina do RH, acompanha os dados em tempo real e confere autonomia ao time.
Qual é o papel do salário?
É a remuneração base que o colaborador recebe todo mês, de acordo com o contrato de trabalho. O salário garante segurança financeira (independentemente de metas ou de produção) e serve de base para os cálculos de direitos trabalhistas, como o FGTS, as férias e o 13º salário.
Uma excelente remuneração:
- serve como compensação pelo trabalho e retribuição financeira direta pela aplicação de habilidades e conhecimentos;
- oferece reconhecimento e valorização pelo esforço e tempo do profissional;
- proporciona estabilidade financeira, o que contribui para reduzir a ansiedade e o estresse relacionados ao dinheiro.
Qual é o papel dos benefícios corporativos?
Os benefícios são recursos extras que integram a proposta de valor que a empresa oferece ao colaborador. Esses atrativos são diferenciais que vão além do salário para melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos funcionários, além de contribuir para a atração e a retenção de talentos.
Um excelente pacote de vantagens:
- facilita a rotina diária por meio de auxílios para alimentação, transporte e descontos em serviços locais;
- proporciona acesso a novos conhecimentos e capacitação profissional por meio de bolsas de estudo, treinamentos e mentorias;
- melhora a qualidade de vida, graças a planos de saúde e programas de bem-estar.
Agora, vamos ao que interessa, o que é mais importante: salário alto ou benefícios?
Salário ou benefícios: o que é mais importante?
O equilíbrio entre salário, benefícios e planos de carreira define a escolha das pessoas hoje em dia. Essa estratégia deve atender às exigências crescentes de talentos que buscam bem-estar e crescimento profissional. A remuneração total do colaborador deve unir segurança financeira a incentivos que valorizem sua rotina.
Os dados confirmam esse equilíbrio. De acordo com o Panorama Empregabilidade 2025 da Sólides, os principais motivos que levam alguém a trocar de emprego são:
- 62% dos participantes avaliam o salário;
- 50% consideram as oportunidades de crescimento;
- 43% analisam os benefícios corporativos.
Essas porcentagens são muito próximas por um motivo: o dinheiro é fundamental, mas não é tudo. O colaborador moderno busca um pacote 360º que una o ganho financeiro ao suporte no cotidiano e a um plano de carreira bem definido.
A geração Z é a representação perfeita desse equilíbrio. Em um estudo de 2025 da Robert Half, 41% das empresas brasileiras afirmaram que os profissionais da Gen Z estão “muito mais exigentes” em relação ao salário.
Paralelamente, 72% dos empregadores também perceberam um aumento nas exigências quanto aos benefícios corporativos.
O Guia Salarial da Robert Half evidencia os principais benefícios. Para os auxílios financeiros, esses são os mais importantes:
- bônus acordado;
- vale-refeição;
- incentivo ou reembolso educacional;
- auxílio–combustível;
- auxílio financeiro para trabalho remoto.
Já para os benefícios não financeiros, os profissionais valorizam:
- dias de redução da jornada de trabalho (folgas adicionais);
- programa de benefícios flexíveis;
- recursos de saúde mental e programa de assistência ao empregado;
- portal de benefícios para colaboradores;
- convênio ou subsídio para academias.
Os dados do mercado deixam nítido que a escolha do profissional não é mais ‘ou um, ou outro’, mas sim a soma de todos esses fatores. Portanto, é hora de ver como equilibrar o seu pacote de remuneração.
Como equilibrar o salário e os benefícios na remuneração total?
O equilíbrio está em alinhar a estratégia ao orçamento, por meio de pesquisas de mercado e levantamentos internos. Defina seu posicionamento competitivo, mapeie as necessidades reais da equipe e invista na flexibilidade. Por fim, use bônus de desempenho para garantir o reconhecimento e a sustentabilidade financeira.
Compreenda, em detalhes, como equilibrar o salário e os benefícios de seus colaboradores.
1. Faça uma pesquisa salarial e de mercado
A primeira etapa é pesquisar os salários e benefícios que a concorrência oferece para os mesmos cargos.
Essa análise assegura um valor justo, evita a perda de talentos por salários abaixo da média do setor ou o prejuízo à saúde financeira por valores altos demais.
Por exemplo, ao pesquisar em plataformas como o Glassdoor, você pode ver que a remuneração de um Gerente de TI em São Paulo varia entre R$ 14 mil e R$ 23 mil.
Com esse dado em mãos, fica mais fácil decidir se a sua empresa deve priorizar um salário no topo da tabela ou se compensará um valor médio com benefícios mais agressivos.
2. Defina sua filosofia de remuneração
Escolha conscientemente o seu posicionamento:
- liderar o mercado (pagar acima da média);
- acompanhar o mercado (pagar a média);
- ficar atrás do mercado (salário base menor compensado por outros incentivos).
Assim, você alinha a estratégia ao seu orçamento. Por exemplo, se você faz parte de uma empresa pequena que não consegue pagar valores elevados, saberá que deve priorizar benefícios criativos e flexibilidade para se manter atrativa.
3. Mapeie as necessidades dos colaboradores
Não tente adivinhar o que seu time quer. Para montar um pacote de remuneração atrativo, você deve conduzir pesquisas de clima e manter um canal aberto para entender o perfil de seus colaboradores e o que facilita a rotina da equipe.
Isso porque o que atrai um jovem de 22 anos, como um salário líquido maior, pode não ser o mesmo que interessa a um profissional com filhos, que valoriza um plano de saúde robusto ou auxílio-creche.
Já para o modelo de trabalho, considere estes exemplos:
- no trabalho presencial, o vale-refeição é indispensável para cobrir os custos de alimentação fora de casa;
- no trabalho remoto, o vale-alimentação ganha força, pois ajuda nas compras de supermercado e no abastecimento da despensa familiar;
- em um modelo híbrido, o melhor caminho é o cartão multibenefícios. Com saldo dinâmico, o colaborador tem liberdade para usar o recurso tanto em restaurantes quanto em mercados.
4. Invista em benefícios flexíveis e qualidade de vida
Nem todo benefício precisa pesar no caixa. Muitas vezes, o que a pessoa mais valoriza é o controle do próprio tempo. Pense em opções de baixo investimento e alto impacto emocional, como
- horários flexíveis;
- day-off no aniversário.
- possibilidade de trabalho remoto ou híbrido.
Essas iniciativas promovem a qualidade de vida e costumam ter um custo fixo menor para a empresa, em comparação com os aumentos salariais constantes.
5. Atrele bônus e aumentos a desempenho
Por fim, outra boa prática é desenvolver um plano de cargos, salários e benefícios com critérios transparentes. Você pode oferecer bonificações e progressões salariais atreladas ao cumprimento de metas individuais ou coletivas e à entrega de resultados.
O pagamento por desempenho cria um senso de reconhecimento que mantém a equipe motivada e garante que o custo extra da empresa só aconteça quando houver também um aumento de faturamento ou produtividade.
Como você viu, os benefícios são excelentes para melhorar a satisfação e a qualidade de vida das pessoas do seu time.
Mas o que a sua organização tem a ganhar? A seguir, confira a importância dos benefícios corporativos.
Qual é a importância dos benefícios corporativos para a empresa?
Para além do salário, os benefícios são fundamentais para o pacote de remuneração total que você oferece aos colaboradores. Essas vantagens trazem resultados como:
- produtividade e engajamento: estimula o foco e a motivação nas entregas;
- atração e retenção: capta profissionais qualificados e evita perdas para a concorrência;
- redução da rotatividade: diminui os gastos com rescisões e novos recrutamentos;
- vantagens financeiras: gera economia por meio de isenções do INSS e do FGTS sobre os benefícios.
Sobre esse último ponto, sua empresa deve fazer parte do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e oferecer vale-alimentação ou vale-refeição. Entenda melhor como funciona o PAT e como se cadastrar no programa.
Como facilitar a gestão dos benefícios corporativos da sua empresa?
A Ticket é parceira que simplifica sua rotina corporativa com soluções digitais. Oferecemos ferramentas que automatizam processos, reduzem a burocracia e garantem ao RH controle financeiro total. Com nossa plataforma, você centraliza a gestão de diversos auxílios para promover a satisfação e o bem-estar das equipes.
Veja o quão simples é otimizar a sua gestão:
- reúna até sete trilhas de benefícios em um único cartão para reduzir a complexidade operacional da sua área de pessoas;
- ative a funcionalidade de saldo dinâmico para que as pessoas do time distribuam livremente os valores entre alimentação e restaurante;
- acesse relatórios detalhados em tempo real que apresentam indicadores de adesão, uso e saldo médio, facilitando suas decisões;
- faça o gerenciamento completo de pedidos, agendamentos e rastreio de cartões por meio de um portal intuitivo e totalmente digital;
- tenha suporte ágil para sua empresa e para as pessoas, por meio de canais exclusivos e da assistência virtual, disponíveis no WhatsApp e no portal.
Encontrou o equilíbrio entre o salário e os auxílios? O próximo passo é simples: descubra como a Ticket pode facilitar a gestão dos seus benefícios.
Perguntas frequentes
Benefícios corporativos podem substituir aumento de salário?
Benefícios e aumentos salariais atuam de forma complementar. Os profissionais valorizam pacotes completos que reúnem estabilidade financeira e suporte no cotidiano. Conceder auxílios atrativos contribui bastante para a satisfação, enquanto a quantia fixa mensal permanece indispensável para garantir segurança econômica e reconhecer o esforço diário da equipe na sua empresa.
Salário e benefícios têm o mesmo peso para todos os profissionais?
Não, as preferências podem variar conforme o momento de vida e as necessidades individuais de cada pessoa. É comum que alguns profissionais busquem ganhos imediatos maiores. Paralelamente, outras pessoas podem valorizar coberturas médicas amplas e apoios familiares. Ouvir a equipe facilita a compreensão de diferentes realidades.
Como as empresas definem a proporção entre salário e benefícios?
As empresas devem alinhar os orçamentos internos às pesquisas de mercado para definir propostas competitivas. Ouvir as expectativas dos times orienta as escolhas para opções que geram valor. Incluir alternativas flexíveis e vincular recompensas financeiras ao alcance de metas individuais também aumentam a atratividade das vagas.
Os benefícios corporativos influenciam a retenção de talentos?
Sim, essas vantagens são importantes para manter profissionais qualificados na equipe. Ofertas que priorizam a qualidade de vida aumentam a motivação e o engajamento dos colaboradores. Como resultado, reduzem a rotatividade, diminuem os custos de novas contratações e evitam que talentos migrem para a concorrência.
