O processo de tomada de decisão no RH, particularmente no que diz respeito à política de benefícios da empresa, deve ser encarado de forma estratégica para que o departamento se antecipe aos problemas. Por esse motivo, é essencial usar a análise de dados para ter uma abordagem preditiva na gestão de pessoas.
Entre as vantagens do People Analytics nessa gestão de benefícios estão o aumento da personalização do pacote oferecido pela empresa e da satisfação dos usuários, os trabalhadores, o que pode gerar uma redução considerável da rotatividade.
Neste artigo, você entende por que e como usar os relatórios de benefícios na tomada de decisão e ainda aprende como implementar o People Analytics no RH com eficiência.
Principais aprendizados deste artigo
- O uso de dados é essencial para o planejamento de RH, uma vez que ajuda a prever demandas e, assim, tomar decisões mais assertivas.
- Dessa maneira, é possível reduzir os custos operacionais, oferecer uma política de benefícios alinhada ao perfil dos usuários e aumentar os níveis de satisfação da equipe.
- Para implementar o People Analytics, é necessário monitorar indicadores como taxa de adesão ao programa e os custos, tanto de coparticipação quanto por colaborador.
- Também é importante segmentar os dados para personalizar os benefícios conforme o perfil e definir um plano de ação com melhorias.
Por que utilizar dados dos colaboradores na tomada de decisão no RH?
Porque são elementos essenciais para antecipar demandas e prever os resultados das ações do RH. Além disso, ter em mãos informações sobre os colaboradores, como nível de satisfação e engajamento, aumenta a precisão e a eficiência do planejamento estratégico, tornando-o mais alinhado às necessidades da empresa.
Assim, a gestão de pessoas deixa de ser reativa e passa a ser preditiva. Ou seja, usa informações estratégicas para encontrar oportunidades de melhoria antes que as falhas impactem os resultados do negócio.
Vale ressaltar que o People Analytics pode influenciar todas as tomadas de decisão no RH, desde a contratação até a gestão de benefícios.
Neste último caso, é possível usar informações sobre o perfil dos trabalhadores e as taxas de adesão ao programa de benefícios para entender quais diferenciais priorizar e para identificar quando aqueles já oferecidos deixam de suprir as demandas da força de trabalho.
Quais são as vantagens do People Analytics na gestão de benefícios?
A análise de dados na tomada de decisão no RH permite:
- reduzir os custos e potencializar o retorno sobre o investimento (ROI);
- personalizar uma política de benefícios que seja mais alinhada ao perfil dos colaboradores;
- aumentar a satisfação da equipe com os benefícios oferecidos e, consequentemente, a retenção de talentos;
- antecipar tendências e necessidades, como expandir a política de benefícios ou adotar uma estratégia flexível.
Entenda como o People Analytics contribui para o futuro da gestão de pessoas.
Como implementar o People Analytics na gestão de benefícios?
Primeiro, deve-se decidir quais dados coletar, como as taxas de absenteísmo e turnover, para relacionar a saída e a ausência de talentos à efetividade do programa de benefícios. Outras tarefas que devem estar no checklist são:
- definição dos objetivos, ou o que o departamento pretende descobrir durante o processo;
- centralização dos dados em um único sistema para facilitar a análise e o compartilhamento dos insights;
- criação de relatórios gerenciais com a compilação de descobertas e recomendações de melhorias.
É importante destacar que, na gestão de benefícios, também é comum analisar relatórios sobre a taxa de adesão e/ou de uso dos benefícios corporativos, o custo por colaborador, a coparticipação e o índice de satisfação com a política atual.
E, antes de explicar como analisar os dados de benefícios dos colaboradores, vale ainda citar a implementação de uma cultura data-driven na empresa. Ou seja, o negócio deve basear todas as suas decisões nas informações coletadas no dia a dia para torná-las mais precisas.
Como analisar os dados de benefícios dos colaboradores na tomada de decisão no RH?
O passo a passo inclui:
- identificar as métricas-chave, as mais importantes para o negócio, como os custos e a taxa de uso;
- segmentar os dados conforme o perfil dos colaboradores ou outras características importantes, como cargo, turno e modelo de trabalho;
- analisar os gargalos, que são oportunidades de melhoria, como baixa adesão ao programa de benefícios ou alto custo para a empresa;
- definir um plano de ação para resolver o problema, como oferecer outros benefícios ou trocar a operadora.
Também vale a pena comparar o programa da empresa com o de concorrentes e a percepção entre diferentes departamentos para chegar a um consenso sobre o que fazer para melhorar os resultados.
Como usar relatórios de benefícios na tomada de decisão?
Use para garantir que o programa de benefícios atual tenha um ROI satisfatório. Para tanto, é importante comparar os resultados obtidos no período, como redução do turnover e aumento das taxas de engajamento e de satisfação dos colaboradores, com os custos da adoção da política para medir seu impacto.
Essa etapa usa a seguinte fórmula: ROI = [(ganho estimado – custo total) ÷ custo total] × 100.
Além disso, os relatórios podem ser usados no planejamento orçamentário do ano seguinte. Isso porque os dados permitem identificar tendências e prever possíveis aumentos no contrato com as operadoras dos benefícios.
No entanto, é preciso tomar alguns cuidados durante o uso dos relatórios, como integrar diferentes fontes de dados para garantir a qualidade e a padronização das informações e implementar políticas de governança para manter a segurança dos dados.
Para tanto, utilize uma boa plataforma de benefícios com People Analytics integrado, como a Ticket. O sistema entrega dashboards completos, alertas de uso, simulações de cenários e segmentação com base nos diferentes perfis.
Outros recursos úteis são a integração com outros softwares de gestão empresarial e o suporte para mais de um CNPJ em uma mesma interface.
Agende uma reunião com a nossa equipe comercial e veja como podemos melhorar o planejamento da sua empresa.
FAQ: Perguntas frequentes sobre tomada de decisão no RH
Quais dados mínimos preciso coletar para iniciar as análises de benefícios?
Os mais importantes são os que permitem identificar o perfil dos colaboradores, como localização, idade e gênero. Além disso, é essencial coletar dados como volume de uso mensal, quanto a empresa gasta para ofertar os benefícios para cada trabalhador e a taxa de funcionários que escolhem receber o pacote.
Como evitar vieses e leituras equivocadas ao cruzar indicadores?
As principais dicas são segmentar os dados conforme os diferentes perfis, como por idade ou por gênero, e analisar todos os elementos ligados a um evento antes de tirar uma conclusão. Outra maneira de ter leituras mais precisas é evitar fazer análises pouco tempo após a adoção dos benefícios.
Como estimar o impacto dos benefícios no turnover e engajamento?
A partir da comparação entre os dados antes e após a adoção de um pacote de benefícios na empresa. Acompanhe indicadores como o índice de satisfação dos colaboradores e de atração de talentos. O turnover e seu custo para a empresa também são úteis neste ponto.
É viável aplicar o People Analytics em benefícios em pequenas empresas?
Sim, é viável e recomendado, uma vez que as ferramentas de análise de dados são democráticas e podem fornecer insights essenciais para a gestão de benefícios, mesmo em negócios de pequeno porte. Neste cenário, o ideal é focar as informações mais relevantes, como nível de satisfação e contratos.