Se o custo da comida sobe mês após mês, por que o vale-alimentação deveria ficar parado no tempo? Ajustar o vale-alimentação é uma estratégia corporativa para acompanhar essa realidade do brasileiro.
Isto é, esse ajuste no valor do VA não é obrigatório. Porém, ao adotar essa medida, a empresa demonstra cuidado, reforça seu posicionamento e mantém o bem-estar do colaborador no centro das decisões.
Para se ter uma ideia, um trabalhador que recebe um salário mínimo no país precisa comprometer aproximadamente 13,22% do orçamento com itens essenciais. Enquanto em outros cenários internacionais, como Portugal, essa mesma proporção é bem menor.
Essa foi a conclusão do Ministério do Trabalho e Emprego, como publicado no G1, o que mostra como a inflação local e o poder de compra afetam o quanto o vale-alimentação cobre a necessidade diária. Em outras palavras, quando o valor não acompanha a realidade econômica, deixa de cumprir seu papel: garantir qualidade de vida.
Continue a leitura e saiba mais:
- O que é o cartão-alimentação e quais os benefícios corporativos para sua empresa?
- Por que ajustar o valor do cartão-alimentação é importante para a sua empresa?
- Como funciona o reajuste de vale-alimentação?
- Como definir o valor ideal do cartão-alimentação para seus colaboradores?
- Como funciona o cálculo do valor do vale-alimentação?
- Como preparar financeiramente a empresa para o reajuste anual do valor do cartão-alimentação?
- Quando reajustar o vale-alimentação?
- Como comunicar a atualização do benefício corporativo?
- Qual é o papel do cartão-alimentação na estratégia de benefícios da empresa?
- Por que a Ticket Alimentação é a melhor opção para a sua empresa?
Principais aprendizados deste artigo
- Atualizar o valor do vale-alimentação mantém o poder de compra do colaborador e evita perda de qualidade de vida;
- Um VA atualizado aumenta motivação, engajamento e reduz a rotatividade;
- O reajuste do vale-alimentação pode ser calculado com base em inflação, análise regional, benchmarking e dados da pesquisa +Valor;
- Comunicação transparente sobre o reajuste transforma o benefício em reconhecimento.
O que é o cartão-alimentação e quais são os benefícios corporativos para sua empresa?
É um benefício corporativo usado para comprar alimentos em supermercados e estabelecimentos do gênero. Esse recurso contribui para a qualidade de vida dos colaboradores, apoia refeições mais equilibradas e pode gerar incentivos fiscais pelo PAT. Quando bem ajustado, fortalece engajamento, satisfação e a retenção de talentos na empresa.
Por que ajustar o valor do cartão-alimentação é importante para a sua empresa?
Esse ajuste é uma estratégia útil para manter o benefício relevante e alinhado ao custo de vida. O reajuste preserva o poder de compra, fortalece motivação, melhora satisfação, reduz rotatividade e posiciona a empresa como empregadora cuidadosa e competitiva na atração e retenção de talentos.
Quer saber mais? Explicamos em detalhes abaixo.
1. Redução da rotatividade e custos de substituição
Um cartão-alimentação com valor competitivo no mercado é um diferencial na hora de escolher onde trabalhar. Afinal, esse recurso representa mais segurança financeira e qualidade de vida.
Primeiro, porque concorrentes que não ajustam o benefício limitam o poder de compra do colaborador e, assim, tornam-se menos atrativos. Segundo, porque o reajuste demonstra como a empresa enxerga seu capital humano: com atenção, respeito e investimento contínuo.
2. Aumento do engajamento e da motivação diária
Quando o vale-alimentação é suficiente para cobrir os custos das refeições, o colaborador sente que a empresa cuida do seu bem-estar. Até porque, uma alimentação equilibrada, como defende a OMS, é um pilar fundamental para o bem-estar, a energia e o funcionamento cognitivo.
Isto é, quando o corpo recebe nutrientes adequados, a capacidade de concentração aumenta, o humor se estabiliza e o desempenho no trabalho melhora de forma perceptível.
Em outras palavras, o colaborador tende a ficar mais despreocupado no dia a dia, ter mais segurança e uma sensação de reconhecimento emocional constante.
3. Valorização da marca empregadora (Employer Branding)
Atualizar o cartão-alimentação comunica “a empresa se importa com gente’’. Esse cuidado se traduz em uma marca empregadora mais forte, admirada e desejada.
Quando alguém tem a chance de atuar em um lugar que considera ideal, que cuida e reconhece seu valor, o empenho cresce naturalmente. Além disso, profissionais tendem a recomendar lugares onde se sentem respeitados e amparados, o que fortalece o posicionamento no mercado e reduz o esforço de contratação.
4. Maior retenção de talentos
Com a alta no custo de vida, benefícios como o vale-alimentação ganham ainda mais peso na decisão de permanecer ou não em uma empresa. Uma pesquisa Datafolha publicada na CNN Brasil mostrou que 58% dos brasileiros reduziram a compra de alimentos devido ao aumento nos preços. Diante desse cenário, ajustar o vale-alimentação com regularidade se torna essencial para apoiar o time e fortalecer a retenção de talentos.
Afinal, um benefício atualizado, justo e alinhado ao mercado mostra que a empresa reconhece essa realidade e se preocupa genuinamente com quem faz o negócio acontecer. Ou seja, não é uma falsa preocupação apenas por formalidade ou marketing interno, entende?
É como quando alguém pergunta “tudo bem?” mas não espera pela resposta, faz por educação. O reajuste do vale-alimentação é o contrário: é ouvir de verdade e ter empatia para deixar nítido como o bem-estar das pessoas é prioridade.
5. Fortalecimento da cultura e dos vínculos internos
Quando o vale-alimentação acompanha o custo de vida e atende às necessidades das pessoas, o time sente que existe cuidado, o que naturalmente gera pertencimento, confiança e troca.
No dia a dia, esses pontos aparecem nas pequenas atitudes. Por exemplo, colegas que se apoiam, times que se comunicam melhor e gente que veste a camisa porque se sente vista. É nesse espaço que os vínculos se fortalecem e a empresa vira um lugar onde vale a pena ficar.
Como funciona o reajuste de vale-alimentação?
Essas são as principais formas:
- Pesquisas e feedback interno: ouvir colaboradores e analisar a satisfação com o benefício ajuda a identificar se o valor cobre as necessidades;
- Indicadores de inflação: índices como IPCA e INPC mostram o quanto os preços da alimentação subiram e orientam o percentual de reajuste;
- Convenção coletiva: acordos sindicais podem definir regras mínimas de atualização;
- Análise regional: avaliar custos locais evita distorções e permite reajustes diferentes para estados e cidades com realidades econômicas distintas.
Como definir o valor ideal do cartão-alimentação para seus colaboradores?
Para definir o valor ideal do cartão-alimentação, é preciso considerar o custo real dos alimentos, como usar dados confiáveis, avaliar práticas do mercado para manter competitividade e planejar reajustes futuros com base em inflação e orçamento. Assim, o benefício se mantém justo, estratégico e relevante.
Saiba mais!
1. Use dados confiáveis
A pesquisa +Valor, realizada pela Ticket em parceria com a APAS, é uma das fontes mais completas de entender como definir o valor do cartão-alimentação. O estudo mapeia o preço médio de uma cesta de alimentos em diversas regiões do país. Desse modo, o cálculo pode acompanhar o custo de vida do colaborador.
Assim, a empresa evita distorções que surgem quando se considera apenas a inflação geral, sem olhar para o que as famílias de fato consomem.
2. Avalie a concorrência e o mercado de talentos
Além dos custos de alimentação, analise como outras empresas (até mesmo de setores distintos) estruturam seus benefícios. Afinal, um valor muito abaixo da média pode afetar a atratividade da empresa e dificultar a retenção de talentos, principalmente em áreas com alta demanda, como saúde, tecnologia e expansão comercial.
3. Considere projeções de inflação e planejamento orçamentário
Considerar projeções de inflação no planejamento anual facilita a organização do orçamento e torna previsível o reajuste do VA. Mesmo que o percentual exato seja definido posteriormente, reservar verba para atualização evita surpresas e garante que o benefício continue relevante ao longo do tempo.
Como funciona o cálculo do valor do vale-alimentação?
O cálculo do vale-alimentação costuma usar a seguinte fórmula: valor diário do benefício x número de dias úteis do mês. A empresa define quanto pretende oferecer por dia e multiplica pela quantidade de dias trabalhados. O valor total pode ser ajustado conforme inflação, orçamento e políticas internas.
Agora, vamos visualizar um exemplo: imagine um VA de R$ 22 por dia em um mês com 22 dias úteis. O resultado é R$ 484. Mas aí vem a pergunta: esse valor cobre as compras do mês? Quer dizer, o leite subiu, o arroz não é mais o mesmo valor de antes…
Quando fazemos esse exercício com o olhar empático e com ferramentas confiáveis para a empresa, fica muito mais nítido quando é hora de atualizar o benefício.
Como preparar financeiramente a empresa para o reajuste anual do valor do cartão-alimentação?
Preparar a empresa para o reajuste anual do cartão-alimentação envolve prever o aumento no orçamento, usar projeções de inflação como referência e acompanhar pesquisas. Também é útil avaliar recursos disponíveis e ajustar o pacote de benefícios para manter o valor competitivo e alinhado às expectativas do time.
A seguir, veja mais detalhes de boas práticas para se antecipar a esse compromisso de forma organizada.
1. Prever o reajuste no orçamento anual
Mesmo sem saber o percentual exato de aumento, é possível trabalhar com estimativas baseadas em projeções da inflação e nas edições anteriores da pesquisa +Valor. E ainda, reservar uma verba no orçamento destinada à atualização do benefício facilita a tomada de decisão quando os novos índices forem divulgados.
2. Avaliar o cenário da empresa e priorizar recursos
Analisar o desempenho financeiro da empresa ao longo do ano é uma forma de identificar oportunidades para destinar recursos ao reajuste do benefício. Assim, em momentos de maior folga no orçamento, antecipar esse planejamento pode fazer a diferença.
3. Considerar a flexibilidade no pacote de benefícios
Outra estratégia é revisar o pacote de benefícios de forma global para buscar um equilíbrio entre as diferentes ofertas. Em alguns casos, é possível otimizar recursos de outras áreas para manter o valor do cartão-alimentação em um nível competitivo e ajustado às expectativas dos colaboradores.
Quando reajustar o vale-alimentação?
O vale-alimentação pode ser reajustado anualmente, mas situações como aumentos consistentes na inflação, alta no custo da cesta alimentar, negociações coletivas, crescimento da empresa ou feedback dos colaboradores tornam a atualização ainda mais estratégica. O ideal é revisar o benefício quando o poder de compra começar a diminuir.
Como comunicar a atualização do benefício corporativo?
O ideal é adotar uma mensagem clara, empática e transparente. Explique o motivo do reajuste, conecte-o ao custo de vida e à valorização do colaborador, informe valores e datas de forma objetiva, alinhe RH e Comunicação Interna e indique canais de dúvidas para evitar ruídos.
Trouxemos mais detalhes dessas dicas para você entender melhor.
1. Vá além do anúncio do valor
Qual é a intenção ao ajustar o valor do VA? O reajuste pode ser apresentado como gesto de cuidado, reconhecimento e adaptação à realidade econômica, e não apenas como atualização técnica do benefício.
Caso contrário, sem deixar clara a intenção, é como presentear alguém sem cartão e sem contexto. A pessoa até agradece, mas talvez não compreenda o significado por trás do gesto. Afinal, o impacto chega pela metade, entende?
2. Use um tom humano e próximo
Fale com as pessoas como você falaria com alguém importante para você. Até porque, se o reajuste existe para mostrar cuidado e tornar a empresa mais humana, a mensagem precisa passar esse mesmo acolhimento.
Não adianta atualizar o VA com boas intenções e comunicar de um jeito frio ou robotizado, concorda? Fica incoerente e quase vazio.
E tem outro ponto importante: ser humano não significa fugir do seu tom de marca. Cada empresa tem um jeito de falar. A Netflix, por exemplo, anunciaria a mudança com humor, memes e referências pop, porque esse é o DNA dela.
Mas sua empresa conversa assim? Se não, tudo bem. Não precisa forçar simpatia. O que conta é ser verdadeiro, direto e próximo. Quando o tom combina com quem a empresa é, o reajuste chega com mais significado.
3. Trabalhe RH + Comunicação Interna juntos
Sem o alinhamento entre esses dois setores, o reajuste do VA pode virar só uma informação que “chega no e-mail” e não tem muito significado. Isto é, o RH traz o contexto, os dados, a motivação da decisão.
Já a Comunicação Interna traduz esses pontos em linguagem acessível, visualmente organizada e com o tom certo. Em outras palavras, é essa área que transforma um anúncio técnico em uma conversa real ao escolher as palavras, o formato, os canais e o momento certo para comunicar.
4. Explique o critério do reajuste
Mostre quais indicadores guiaram a decisão (como inflação, pesquisa +Valor ou análise de mercado). Transparência aumenta confiança e evita ruídos internos, já que o colaborador não precisa preencher lacunas com suposições.
Isto é, sem critérios nítidos, pode surgir, por exemplo, aquela impressão silenciosa de que a empresa “só aumentou um pouco para ficar bem na foto”.
5. Trate o reajuste como benefício e reconhecimento
Muita empresa faz o reajuste do VA/VR, mas comunica de um jeito tão frio que o colaborador mal percebe a melhoria. O problema é que, quando você não explica o porquê nem mostra o impacto, o reajuste tende a perder força.
É como um político que realiza uma boa ação, mas não fala sobre a medida, não explica o porquê e não mostra o efeito. O resultado dessa omissão é que poucos veem valor. Com o reajuste do VA acontece o mesmo.
6. Reforce que o colaborador está no centro da decisão
Deixe nítido que a atualização existe porque pessoas importam. Quando a equipe entende que foi considerada e ouvida, a tendência é que o vínculo se fortaleça e o engajamento cresça naturalmente.
Qual é o papel do cartão-alimentação na estratégia de benefícios da empresa?
O cartão-alimentação ajuda a tornar a empresa mais competitiva no mercado de talentos. Ao oferecer um benefício atualizado e alinhado ao custo de vida, a organização demonstra valorização do time, melhora sua proposta de valor (EVP) e se destaca como um lugar desejado para trabalhar e permanecer.
Por exemplo, suponha que o colaborador vá ao mercado com o cartão-alimentação. Ele passa pelos corredores, escolhe o que precisa, faz as contas mentalmente e percebe que o valor dá conta do mês sem sacrifício.
Agora pense no cenário oposto: os preços subiram, a lista é a mesma, mas o saldo já não acompanha. Então, o colaborador precisa tirar itens do carrinho. Naturalmente, ele olha para o lado e começa a comparar: ‘’Por que outras empresas acompanham o custo de vida e a minha não?’’
Por que a Ticket Alimentação é a melhor opção para a sua empresa?
A Ticket Alimentação é a melhor opção para sua empresa porque oferece ampla rede de aceitação, experiência pioneira no setor e gestão digital simples e eficiente. Com dados da pesquisa +Valor, ajuda a definir o benefício ideal e ainda integra soluções flexíveis que aumentam bem-estar, engajamento e retenção.
Saiba mais!
1. Rede ampla de aceitação e praticidade para os colaboradores
Com uma das maiores redes credenciadas do país, a Ticket garante que os colaboradores tenham acesso a supermercados, hortifrutis, açougues e outros estabelecimentos de alimentação em todo o Brasil. Assim, há mais liberdade de escolha e praticidade no dia a dia, onde quer que os colaboradores estejam.
2. Soluções digitais para facilitar a gestão do benefício
A gestão do valor do cartão-alimentação pode ser simples e descomplicada. A Ticket oferece plataformas digitais que controlam os benefícios em tempo real, com funcionalidades que otimizam processos para o RH e oferecem uma experiência intuitiva para os colaboradores, como pagamentos por aproximação via celular.
3. Apoio estratégico na definição do valor do cartão-alimentação
A Ticket ajuda a empresa a tomar decisões mais embasadas. Com a pesquisa +Valor, a empresa tem acesso a dados atualizados sobre o custo da alimentação em diferentes regiões. Essa disponibilidade facilita na hora de definir um valor adequado para o cartão-alimentação.
4. Benefícios adicionais para empresas e colaboradores
Além do cartão-alimentação, a Ticket oferece um ecossistema de soluções que inclui vale-refeição, benefícios flexíveis, plataformas de bem-estar e programas de incentivo, sempre com foco em melhorar a experiência do colaborador e apoiar a gestão de pessoas.
Contrate as soluções Ticket e tenha mais controle e flexibilidade
Atualizar o valor do vale-alimentação é reconhecer quem sustenta o resultado da sua empresa todos os dias. Até porque, quando o VA acompanha o custo de vida, o benefício vira mais tranquilidade no mercado, carrinho cheio e bem-estar.
Por esse motivo, atualizar o VA é um modo de investir nas pessoas que formam a empresa. Agora, se você acredita nessa lógica, contrate as soluções Ticket e tenha mais controle e flexibilidade para ajustar o valor do vale-alimentação dos seus colaboradores. Dessa forma, ofereça satisfação, economia e gestão eficiente!
FAQ – Perguntas frequentes sobre reajuste do vale-alimentação
Qual índice usar para corrigir o valor do benefício?
O índice mais utilizado para corrigir o valor do vale-alimentação (VA) é o IPCA, por refletir a variação do custo de vida e dos alimentos. Algumas empresas também consideram o INPC ou índices regionais e, assim, escolhem aquele que melhor representa a realidade dos colaboradores.
O vale-alimentação precisa ser reajustado anualmente?
O vale-alimentação não é obrigatoriamente reajustado todo ano, mas a atualização anual é considerada uma boa prática. Isso porque o procedimento ajuda a acompanhar a inflação, preservar o poder de compra do colaborador e manter o benefício competitivo para evitar perda de valor ao longo do tempo.
O que a CLT diz sobre o vale-alimentação?
A CLT não obriga empresas a oferecerem vale-alimentação, pois o benefício não é previsto como obrigatório na legislação trabalhista. Esse recurso pode ser concedido voluntariamente ou por acordo coletivo, e quando a empresa opta por aderir ao PAT, deve seguir regras específicas para concessão e gestão do benefício.
Qual é o limite de valor para o vale-alimentação?
A legislação brasileira não define um limite fixo de valor para o vale-alimentação. O valor é livre e pode variar conforme a política da empresa, região, negociação coletiva ou porte do negócio. Também não há valor mínimo ou máximo nacional estipulado, a empresa decide conforme seu contexto.