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Coronavírus vai impactar profundamente as dinâmicas de trabalho

Talvez o que podemos realmente afirmar sobre o “novo normal” é a aceleração massiva de digitalização de todos os processos. Isso impacta profundamente as dinâmicas de trabalho. Um exemplo, primário, que pode ser citado é a adoção do trabalho remoto. A prática deve saltar 30% após o período de distanciamento social, aponta um estudo do coordenador do MBA em Marketing e Inteligência de Negócios Digitais da Fundação Getulio Vargas (FGV), André Miceli.

Em um levantamento deste ano da empresa de software de marketing digital Buffer e da agência de trabalho remoto AngelList com 3,5 mil pessoas que trabalham total ou parcialmente de forma remota, 98% delas disseram querer continuar no regime pelo resto da carreira. 

O principal benefício mencionado pelos participantes segue sendo a flexibilidade de horário e local de trabalho. Para as duas empresas: “a pergunta não é mais ‘o trabalho remoto veio para ficar?’. Parece, inclusive, que o trabalho remoto é o novo normal”.

Não é uma tendência nova, mas agora foi democraticamente validada “graças” ao isolamento social. Funciona. Um paradigma foi quebrado. Não há mais uma figura turva acerca de produtividade e comprometimento de colaboradores trabalhando de suas casas ou de onde quer que estejam.

Fora isso, não há mais um controle de horários nem dos processos de execução de determinada tarefa. O foco agora é na entrega, assim a transparência e a confiança entre funcionário e liderança é fundamental.

As relações precisaram ser resignificadas. No novo contexto todos devem colaborar mutuamente para atingir os objetivos da empresa. É preciso que todos sempre estejam de olho nos acontecimentos, nas mudanças e, com base nisso, tragam informações relevantes para o crescimento do projeto. Isso altera o papel do funcionário, bem como sua percepção sobre a própria atuação profissional. O torna mais ativo, mais consciente do seu papel. 

Outro ponto levantado em um período como o que estamos vivendo é lidar com a imprevisibilidade. É como se a imprevisibilidade exigisse a queda do sistema de comando e controle de uma empresa. Isso a deixa vulnerável e nesse momento, precisa unir forças e ser criativo. É necessário que os funcionários tenham mais capacidade de reagir às dificuldades que se apresentam.

Mas também nos leva à questão de saúde mental. O home office permite uma flexibilidade de horário que se não for bem gerenciada pode ocasionar sobrecarga de trabalho. Percepção de não ter tempo para nada e nem para si; sensação de impotência quanto ao não cumprimento das tarefas, sejam elas impostas por si mesmo ou pela empresa, colegas e familiares e falta de reconhecimento e visibilidade podem favorecer sentimentos de ansiedade, angústia, impotência, incapacidade e inutilidade.

Um local mais reservado na casa e o estabelecimento de rotinas de trabalho tornam-se essenciais para estabelecer uma fronteira entre o trabalho e a vida pessoal. E essas medidas não devem partir somente do colaborador, mas principalmente da empresa, que se adapta ao novo modelo de negócio e deve prover todas as condições necessárias para que seu corpo de trabalho funcione física e mentalmente como se estivesse em suas instalações habituais.

Por isso, essas mudanças nas dinâmicas de trabalho não se restringem apenas ao aumento da transparência na comunicação da alta liderança com seus funcionários, mas envolve uma transformação mais radical no organismo da empresa, dos processos e no investimento em conhecimento sobre o que está por vir.

Mesmo com o fim da quarentena e do isolamento social, os efeitos do coronavírus ainda irão ecoar na sociedade. Distanciamento e cuidado mais atento com higienização ainda serão pautas quentes por um bom tempo. No caso de empresas que irão retomar atividades presenciais, se faz necessário o cumprimento de todas as regras do Programa de Limpeza, para que todos os seus funcionários – e consequentemente seus clientes, se você for um prestador de serviços – estejam protegidos de uma nova onda de contaminação.

Por fim – e retomo o começo dessa reflexão – a adoção massiva do digital irá impactar as dinâmicas de trabalho. Para produzir de forma integrada e colaborativa, é fundamental definir e aprimorar o uso de softwares de gestão, organização, criação e colaboração virtual. De certa forma, a combinação que você fizer entre diversas ferramentas, cada uma com a sua finalidade, irá definir sua capacidade de criar e produzir nesse novo contexto.

Ticket e você. Juntos contra a crise.

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