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Quais os impactos negativos da burocracia em uma empresa

Quais os impactos negativos da burocracia em uma empresa

 

Por mais distante que pareça, a burocracia foi criada para tornar os processos mais eficientes. O que acontece é que o excesso dela pode ser muito mais oneroso do que benéfico dentro do dia a dia de uma empresa. Lentidão, excesso de gastos, perda de competitividade. São diversos os efeitos negativos, os quais listamos os principais abaixo. Confira:

 

Desperdício de tempo

 

Segundo uma pesquisa realizada pelo Banco Mundial, o Brasil é o país onde se gasta mais tempo para lidar com a burocracia tributária. As empresas dedicam, em média, 1.958 horas por ano para conseguir cumprir todas as regras e protocolos.

Independente da área em que você atue. Provavelmente você gasta bastante tempo do seu trabalho em algum processo que é longo e repetitivo. Com menos burocracia, empresas poderiam dar espaço para seus colaboradores serem mais estratégicos. Travando-os, os efeitos negativos reverberam nas finanças, na eficiência, na desmotivação e na competitividade.

 

Prejuízo financeiro

 

No Brasil, é estimado que cerca de 1,5% do faturamento anual de uma empresa é dedicado à estrutura de tecnologia e recursos humanos para lidar com toda a burocracia, segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Isso gera um gasto de R$ 60 bilhões dedicados a calcular e pagar impostos.

Nos Estados Unidos, do outro lado, uma pesquisa liderada pela organização Management Lab descobriu que cerca de US$ 3 trilhões são perdidos em processos burocráticos. Além disso, somando os 32 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) – o Brasil não faz parte – esse valor chega a US$ 9 trilhões.

Não precisa nem falar que toda essa montanha de dinheiro poderia estar sendo destinada para áreas mais estratégicas e alinhadas para o crescimento, certo?

 

Perda de eficiência

 

O tempo gasto com burocracias pode chegar a 135 dias por ano em uma empresa, segundo um estudo encomendado pela multinacional Sage à consultoria Plum. Ele também afirma que as atividades que mais gastam esse tempo são as de contabilidade, com 21%, emissão de notas fiscais, com 15%, e recursos humanos, com 12%.

Se uma área cria uma estratégia com potencial inovador, até obter a aprovação para pôr em prática, olha, levará muito tempo. Passará por muita gente e, muitas vezes, até perderá o timing pela qual ela foi prototipada. Perde totalmente a eficiência e agilidade na resolução de problemas.

 

Aumento da desmotivação

 

Se você desperdiça o tempo, a conta não fecha, não tem eficiência, qual o resultado? Desmotivação. Eu tenho um grande volume de dados que não se conversam e desenvolvi uma fórmula para agrupá-los e criar uma inteligência sobre eles. Mas para aplicar nos diversos setores da empresa e melhorar os resultados, essa estratégia precisa passar por um longo processo burocrático. É frustrante. Você tem a faca e o queijo na mão, mas não pode petiscar. Você não se sente estimulado. Pode tentar uma vez, mas na segunda, certamente a motivação será outra.

 

Falta de inovação e competitividade

 

Inovar pede por agilidade. Agilidade para pensar muito, errar muito, prototipar, recalcular rota e fazer tudo de novo. Lentidão de processos mata qualquer tipo de inovação. Ainda mais em um mundo que as coisas acontecem em uma velocidade impressionante. Se você não tem um ambiente capaz de acompanhar esse passo, é muito provável que você se torne obsoleto.

 

Abertura à corrupção

 

Segundo uma pesquisa realizada pela Amcham Brasil, câmara de comércio Brasil e EUA, o excesso de impostos e processos complexos são os principais fatores para ocorrerem crimes éticos e financeiros. Onde há caminhos longos, há quem queira encurtá-los.

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