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empresário fazendo Imposto de Renda 2026
16 de April de 2026

Imposto de Renda 2026: guia para declarar benefícios

Todo ano, em março, o leão “acorda e ruge” para anunciar oficialmente o início do período de declaração, e o prazo para envio dos dados do Imposto de Renda 2026 já começou.

Agora é o momento de reunir documentos, comprovantes e informes para reportar corretamente as rendas e os proventos individuais.

Segundo dados da Receita Federal, em 2025, a União bateu um novo recorde histórico, com uma arrecadação de R$ 2,89 bilhões em impostos e outras receitas. Em comparação a 2024, o aumento foi de 3,75%.

Neste artigo, você entenderá as principais novidades do IR 2026, como as empresas devem repassar as informações sobre os benefícios corporativos e de que maneira a reforma tributária, que entrará em vigor em 2027, pode impactar os custos desses auxílios para as organizações.

Continue a leitura para entender:

  • como o RH deve preparar o informe de rendimentos de 2026;
  • quais benefícios são isentos de Imposto de Renda;
  • como declarar benefícios corporativos no IR 2026;
  • como evitar erros na declaração de benefícios no Imposto de Renda;
  • qual é o impacto da reforma tributária nos benefícios do RH;
  • quais são as vantagens tributárias de oferecer benefícios aos funcionários.

Principais aprendizados deste artigo

  • O Imposto de Renda 2026 exige organização prévia de comprovantes de pagamento e atenção às informações fornecidas pelo informe de rendimentos.
  • O RH tem papel fundamental ao garantir dados corretos sobre salários e benefícios, evitando erros na declaração.
  • Benefícios corporativos podem ser tributáveis ou isentos, dependendo da sua natureza e das regras aplicáveis.
  • A reforma tributária pode impactar os custos dos benefícios, exigindo análise estratégica das empresas para manter vantagens fiscais.

Boa leitura!

Quais são as principais novidades do Imposto de Renda 2026?

As pessoas físicas que ganham até R$ 5 mil ainda precisam enviar a declaração de 2025. A isenção aprovada pelo governo valerá somente em 2027. Além disso, os contribuintes terão acesso ao novo sistema de declaração pré-preenchida, com alertas de erros, possibilidade de cashback e calendário de restituição antecipado.

O período para entrega da declaração do IR 2026 vai de 23 de março até as 23h59 do dia 29 de maio, por meio do Programa Gerador da Declaração (PGD IRPF).

Para garantir que as informações enviadas estejam corretas, a organização prévia dos dados é o primeiro passo.

Além de documentos pessoais, a equipe de Recursos Humanos deve fornecer o informe de rendimentos aos colaboradores, necessário para a inclusão dos benefícios corporativos tributáveis na declaração.

Confira, a seguir, como o RH deve preparar o informe de rendimentos de 2026 para evitar retrabalho e problemas decorrentes de informações incorretas.

Como o RH deve preparar o informe de rendimentos de 2026?

As etapas para elaboração do documento incluem:

  • reunir as informações da folha de pagamento e dos benefícios;
  • conferir os lançamentos no eSocial/Reinf;
  • classificar corretamente os rendimentos (tributáveis, isentos e exclusivos);
  • cumprir o prazo legal de envio;
  • comunicar ao colaborador sobre a disponibilização e o canal oficial do documento.

Entenda as tarefas realizadas em cada etapa.

Reunir as informações da folha de pagamento e dos benefícios

Caso os sistemas não sejam integrados, o RH deve reunir os dados e criar uma base unificada e organizada, garantindo que os valores da folha de pagamento e dos benefícios pagos no ano-base 2025 estejam corretos para a declaração no Imposto de Renda 2026.

Conferir os lançamentos no eSocial/Reinf

Outra etapa de consolidação dos dados é a conferência dos registros de 2025 nos sistemas do eSocial e do EFD-Reinf (Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais), como informações de pró-labore/salários e pagamentos ou créditos, como aluguéis, lucros/dividendos e rendimentos de decisão judicial.

Importante: o eSocial e o EFD-Reinf substituíram a Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (DIRF). Agora, o repasse das informações trabalhistas, previdenciárias e de folha de pagamento deve estar atualizado nesses sistemas para facilitar a conferência e evitar inconsistências.

Classificar corretamente os rendimentos

Para facilitar o repasse das informações pelo colaborador no Imposto de Renda 2026, o RH deve detalhar no informe de rendimentos a classificação correta de cada pagamento. Os três tipos principais são:

  • rendimentos tributáveis: valores recebidos sujeitos à cobrança de imposto, como salário mensal, férias, participação nos lucros, horas extras e premiações;
  • rendimentos de tributação exclusiva/definitiva: ganhos em que o IR é retido na fonte pelo pagador (empresa) antes do repasse ao funcionário, como o 13º salário e a Participação nos Lucros ou Resultados (PLR);
  • rendimentos isentos e não tributáveis: valores sobre os quais não incide IR, devido a incentivos fiscais ou regras específicas, como vale-refeição, vale-alimentação e vale-transporte.

Leia também: Quais são as diferenças entre vale-alimentação e vale-refeição?

Respeitar o prazo legal de envio

O informe de rendimentos deve ser enviado anualmente pelo RH até o último dia útil de fevereiro. Vale lembrar que o envio é obrigatório, e a antecipação ajuda os colaboradores a entregarem o Imposto de Renda 2026 dentro do prazo estabelecido pela Receita Federal.

Comunicar ao colaborador sobre a disponibilização e o canal oficial do documento

Por fim, o RH deve comunicar à equipe sobre o envio do informe de rendimentos. A entrega do arquivo em PDF pode ser feita por e-mail ou pelo sistema interno da empresa. O ideal é padronizar o canal de envio para facilitar o acesso e o histórico dos documentos pelos colaboradores.

Além de saber como o RH deve preparar o informe de rendimentos de 2026, outro detalhe essencial para evitar erros na declaração é entender quais benefícios são isentos de Imposto de Renda.

Confira, a seguir, em detalhes, os valores sobre os quais os colaboradores não pagam tributos.

Quais benefícios são isentos de Imposto de Renda?

Vale-alimentação, vale-refeição, vale-transporte, planos de saúde e odontológicos, auxílio-creche ou para home office e apoio financeiro voltado à capacitação e educação são os auxílios não tributados. Esses benefícios têm natureza indenizatória e não configuram acréscimo patrimonial, mas verbas destinadas a cobrir custos relacionados ao trabalho.

Em relação aos subsídios de alimentação, para que os valores pagos tenham isenção no Imposto de Renda 2026, a empresa deve oferecê-los de acordo com as diretrizes do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

A principal regra é realizar o pagamento por meio eletrônico, como cartões magnéticos, nunca em dinheiro. O descumprimento altera a natureza indenizatória do benefício para salarial e integra o valor à base de cálculo do IR.

Já em relação aos planos de saúde e odontológicos, se a empresa cobrir integralmente o custo, sem repasse de coparticipação, os colaboradores ficam isentos de tributação. Caso contrário, a parcela será incluída no informe de rendimentos e deverá ser declarada.

Agora que você sabe quais benefícios são isentos de Imposto de Renda e as regras para não haver dedução de despesas, entenda como declarar benefícios corporativos no IR 2026 corretamente.

Leia também: PAT: o que é, como funciona e etapas do cadastro no programa

Como declarar benefícios corporativos no IR 2026?

A referência para a declaração é o informe de rendimentos recebido do RH, que discrimina detalhadamente todos os benefícios de 2025. A regra principal é: se a informação constar no documento, o valor do auxílio é considerado tributável e deve, obrigatoriamente, ser incluído na declaração do Imposto de Renda 2026.

Existem empresas que, para evitar confusão na hora do repasse, optam por não incluir rendimentos isentos e não tributáveis. Por isso, caso haja dúvidas sobre alguma informação, consulte o RH.

A seguir, confira em quais fichas declarar cada benefício tributável no Programa Gerador da Declaração.

1. Plano de saúde/odontológico empresarial

Os colaboradores que recebem plano de saúde ou odontológico empresarial no modelo de coparticipação devem declarar apenas os valores descontados mensalmente em folha no Imposto de Renda 2026.

  • Ficha: Pagamentos Efetuados
  • Código: 26 (Planos de saúde no Brasil)

2. Participação nos Lucros e Resultados (PLR)

A PLR é um benefício tributado na fonte, ou seja, o colaborador recebe o valor líquido. Esse montante não integra a base de cálculo, mas deve ser informado no IR 2026.

  • Ficha: Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva
  • Código: 11 (Participação nos Lucros ou Resultados)

3. Bônus ou aquisição de ações

As empresas que bonificam os colaboradores com ações ou permitem a compra estruturam um plano específico, que determina como será a declaração dos valores no Imposto de Renda 2026.

  • Fichas: Rendimentos Isentos e Não Tributados, se forem bonificações (sem custo de compra), ou Bens e Direitos, se forem aquisição.
  • Código: 18 (Incorporação de reservas ao capital/Bonificações em ações) ou 01 (Ações)

4. Previdência privada empresarial

A tributação no Imposto de Renda 2026 varia conforme o tipo de plano: Plano Gerador de Benefício Livre Empresarial (PGBL), cujo valor pode ser deduzido da base de cálculo, ou Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), em que não há dedução da base.

  • Fichas: Pagamentos Efetuados para PGBL ou Bens e Direitos para VGBL
  • Códigos: 36 (Previdência Complementar) para PGBL ou código 97 (Outros bens e direitos)

5. Vale-refeição, alimentação e transporte

Os valores de benefícios de alimentação, quando concedidos conforme as regras do PAT, e outros auxílios não tributados também podem ser informados no campo correspondente no IR.

  • Ficha: Rendimentos Isentos e Não Tributados
  • Código: 26 (Outros)

Vai fazer a declaração do Imposto de Renda 2026 por conta própria pela primeira vez? Existem estratégias que simplificam o processo e ajudam a concluir a tarefa com sucesso.

Entenda, no próximo tópico, como evitar erros na declaração de benefícios no Imposto de Renda e reduzir o risco de cair na malha fina, agilizando o recebimento de possíveis restituições.

Como evitar erros na declaração de benefícios no Imposto de Renda?

As principais estratégias são:

  • utilizar a declaração pré-preenchida: revise os dados já informados e confirme os valores;
  • seguir o informe de rendimentos: use-o como base principal para o preenchimento correto;
  • separar benefícios isentos e tributáveis: priorize o que deve ser declarado primeiro, como PLR, bônus e prêmios;
  • atentar ao plano de saúde: declare apenas a coparticipação paga em 2025 no Imposto de Renda 2026;
  • corrigir erros: utilize a “Declaração Retificadora” com o número do recibo.

Pronto, agora você já sabe como reportar corretamente as informações e evitar erros na declaração de benefícios no Imposto de Renda 2026. Além das diretrizes técnicas, vale ficar atento às mudanças trazidas pela reforma tributária, especialmente na contratação de serviços, como os auxílios corporativos.

Saiba o que muda, quais são os impactos e se essas alterações comprometem as vantagens tributárias de oferecer benefícios aos funcionários.

Qual é o impacto da reforma tributária nos benefícios do RH?

A reforma tributária pode aumentar os custos operacionais relacionados à concessão de benefícios corporativos a partir de 2026. Isso porque a nova tributação sobre bens e serviços contará com um IVA dual (Imposto sobre Valor Agregado):

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), tributo federal que substituirá PIS e Cofins;
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que substituirá ICMS e ISS.

Dessa forma, as notas fiscais emitidas pelas empresas prestadoras de serviço a partir de 2026 deverão incluir ambos os tributos, com alíquotas de teste para o período de transição. A reforma (Lei Complementar n.º 214/2025) passará a valer integralmente a partir de 2027.

Como a maioria dos benefícios estará sujeita a esse novo modelo de tributação, o preço dos serviços pode aumentar.

Consequentemente, as empresas contratantes poderão ter custos operacionais mais elevados para oferecer esses auxílios aos funcionários.

Portanto, o RH deve redobrar a atenção com novos contratos e renovações para avaliar o impacto do novo modelo tributário e verificar se o custo por colaborador continuará sendo vantajoso.

Quais são as vantagens tributárias de oferecer benefícios aos funcionários?

As vantagens do investimento são:

  • aproveitar incentivos fiscais específicos: o PAT, por exemplo, permite reduções tributárias e isenções estratégicas, como desconto de até 20% do valor concedido por colaborador;
  • garantir redução no IR empresarial: o PAT possibilita a dedução de até 4% do IRPJ devido para empresas enquadradas no regime de Lucro Real.

Essas vantagens tributárias de oferecer benefícios aos funcionários reforçam como os auxílios indenizatórios podem contribuir para a redução da carga tributária e previdenciária da empresa, além de favorecer a sustentabilidade financeira da operação.

Conheça as soluções da Ticket alinhadas com o PAT

O sucesso da declaração do Imposto de Renda 2026 dos colaboradores começa com um sistema de benefícios corporativos bem-estruturado, que facilita o trabalho do RH.

Conheça as soluções de alimentação da Ticket, que, além de cartões individuais e multibenefícios, estão em conformidade com todas as regras do PAT, permitindo que sua empresa aproveite os incentivos fiscais do programa.

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FAQ

Auxílio home office é rendimento tributável ou reembolso isento?

O benefício é considerado isento, pois não tem natureza salarial, mas sim indenizatória. Nesse caso, a verba cobre custos relacionados ao trabalho em casa, como energia elétrica, internet e equipamentos. Dessa forma, os colaboradores em regime remoto mantêm condições adequadas de trabalho e ergonomia, semelhantes às da equipe presencial.

O que fazer se o Informe de Rendimentos vier com valores incorretos?

Informe ao RH as divergências identificadas e apresente os comprovantes para que a equipe revise os valores declarados. A consolidação correta dos dados é essencial para evitar inconsistências no Imposto de Renda 2026, o que reduz o risco de cair na malha fina e enfrentar pendências com a Receita Federal.

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