O passo a passo que todo RH deveria usar hoje reter talentos. 

dupla de colaboradores simbolizando o que é employer branding
17 de February de 2026

Employer branding: o que é e como construir uma marca forte?

Employer branding é o conjunto de estratégias voltadas para fortalecer a imagem de uma empresa como boa empregadora, o que influencia diretamente a atração, retenção e engajamento de colaboradores.

Essa relevância fica ainda mais clara quando observamos que 83% dos profissionais pesquisam avaliações e classificações sobre a empresa antes de se candidatar a uma vaga, segundo dados do Glassdoor.

Ou seja, agora, a reputação online é um dos principais filtros iniciais para os candidatos. Por esse motivo, o conceito é cada vez mais importante no cenário competitivo atual.

Afinal, em um mercado de trabalho dinâmico, as empresas precisam não apenas atrair, mas também reter os melhores talentos.

Nesse sentido, como a organização é percebida pelos colaboradores e candidatos influencia sua capacidade de engajá-los na cultura da empresa.

Assim, a criação de uma marca com reputação forte no mercado é uma construção diária, dentro e fora da empresa.

Continue a leitura e entenda o que é employer branding e para que serve, como funciona, a importância, como melhorar a reputação, dicas de estratégias e exemplos de organizações bem-sucedidas.

Principais aprendizados

  • Employer branding é a imagem que uma empresa constrói e divulga sobre si mesma como empregadora no mercado.
  • A estratégia funciona a partir de quatro pilares (pessoas, propósito, local e produto), que moldam a experiência do colaborador.
  • Os indicadores que ajudam a avaliar a eficiência da estratégia são: as taxas de retenção e turnover, o tempo de contratação e a taxa de rejeição de ofertas.
  • As principais ações incluem ter uma narrativa própria, reconhecer a importância de construir uma marca empregadora forte, realizar auditorias regulares e ouvir continuamente os colaboradores.
  • O impacto dos benefícios corporativos à marca empregadora é positivo, pois os auxílios contribuem para o bem-estar físico e o equilíbrio financeiro da equipe.

Boa leitura!

O que é employer branding e para que serve?

É a imagem que uma empresa constrói e divulga sobre si mesma como empregadora no mercado, baseada não apenas em seus produtos ou serviços, mas também em seu propósito, cultura e impacto social. Uma proposta de valor forte contribui diretamente para a retenção de talentos.

Essa combinação de fatores faz com que o público veja o negócio como um ótimo lugar para trabalhar, o que promove o bem-estar no ambiente de trabalho tanto para candidatos quanto para colaboradores atuais.

Agora que você conhece o conceito, entenda como funciona o employer branding e a influência do posicionamento no ciclo do colaborador na empresa.

Como funciona o employer branding?

O conceito se baseia em quatro pilares: pessoas, propósito, local e produto, que, juntos, moldam a experiência do colaborador e envolvem desde o impacto direto nos funcionários e na missão da empresa até o ambiente de trabalho e a proposta oferecida ao time ao longo de sua jornada.

Por isso, alinhar a Proposta de Valor ao Funcionário (EVP), que define benefícios e experiências únicas, com mensagens que reforcem flexibilidade e equilíbrio, é um diferencial competitivo na atração de talentos.

Essa responsabilidade recai sobre o RH, que deve estruturar um plano de benefícios moderno, de fácil uso e gestão, o que garante uma experiência marcante para cada colaborador.

Qual a diferença entre employer branding e employee experience?

Employer branding é o posicionamento e a reputação que a empresa constrói como empregadora, expressos na sua proposta de valor e comunicados ao mercado. Já employee experience é a percepção real do colaborador ao longo de sua jornada de trabalho, desde o recrutamento até a saída.

Dessa forma, construir uma marca empregadora forte e proporcionar uma experiência positiva aos colaboradores são estratégias essenciais de atração e retenção de talentos.

Ou seja, a imagem da marca não se trata apenas de marketing ou de uma boa presença digital, mas do conjunto de atributos que fazem com que um profissional deseje trabalhar em determinado local.

A decisão envolve a cultura organizacional, os valores da empresa e seu impacto na sociedade. Companhias que constroem uma marca empregadora forte atraem talentos não apenas pelo salário ou gestão de benefícios corporativos atrativos, mas pela conexão com o seu propósito.

Segundo pesquisa da Randstad, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional (83%) já supera a remuneração (82%) como principal fator de motivação global.

O valor da experiência do colaborador

Assim, se a marca empregadora é a promessa, a employee experience é a realidade. Ou seja, é a soma de todas as interações que um profissional tem com a empresa, o que inclui o ambiente de trabalho, liderança, oportunidades de desenvolvimento e bem-estar.

Uma boa experiência resulta em maior satisfação dos colaboradores, produtividade e engajamento. Por outro lado, se a vivência é ruim, não há posicionamento que resista e a reputação da empresa será inevitavelmente afetada.

Ou seja, não adianta vender uma imagem positiva se a experiência real da equipe não condiz com essa promessa. Portanto, o verdadeiro employer branding é um reflexo direto da employee experience.

Então, quando as empresas focam em projetar uma boa imagem externa, mas negligenciam a experiência interna, prejudicam sua credibilidade.

Portanto, a importância do employer branding nas empresas está na coerência. O que a organização comunica sobre si como empregadora precisa estar alinhado ao que os colaboradores vivem no dia a dia. Caso contrário, a verdade vem à tona, e a marca sofre as consequências.

Leia também: Como o employee experience está reinventando as empresas

Qual a importância do employer branding nas empresas?

Uma boa reputação no mercado é essencial porque atrai talentos qualificados, reduz custos de recrutamento e seleção, aumenta o engajamento e a produtividade e reforça a credibilidade da empresa no mercado, ao alinhar de forma consistente o posicionamento teórico e prático da proposta de valor.

Embora pequenos e médios negócios nem sempre possam competir com grandes empresas em salários ou benefícios financeiros, podem se destacar por meio de propósito, valores sólidos e reputação bem construída.

A seguir, entenda como a marca empregadora influencia cada um desses fatores.

Atrair talentos

Muitas empresas enfrentam dificuldades para competir por profissionais no mercado. Nesse sentido, uma boa estratégia de marca ajuda a destacar o propósito e a cultura da empresa.

Assim, atrair talentos que se identificam com esses valores, em vez de apenas oferecer o maior salário disponível, é mais vantajoso.

Reduzir custos de recrutamento

Quando a empresa tem uma boa reputação como empregadora, os próprios candidatos passam a procurá-la, o que reduz o tempo e os custos de processos seletivos.

Além disso, colaboradores satisfeitos se tornam embaixadores da marca, o que ajuda no recrutamento de novos talentos.

Aumentar a retenção de colaboradores

Uma marca empregadora forte contribui para manter os talentos na empresa. Profissionais que se sentem valorizados e veem coerência entre discurso e prática têm menos motivos para buscar novas oportunidades.

Melhorar o engajamento e a produtividade

Quando os colaboradores percebem que fazem parte de algo maior, eles se tornam mais engajados e produtivos, o que impacta diretamente os resultados do negócio.

Fortalecer a reputação no mercado

Para as empresas, construir credibilidade e confiança é fundamental. Nesse sentido, a marca empregadora fortalece a reputação da empresa. Não apenas para candidatos e colaboradores, mas também para clientes, fornecedores e investidores.

Agora que você sabe o que é employer branding e para que serve, além da sua importância nas organizações, aprenda como melhorar o employer branding e trabalhar o posicionamento de marca.

Como melhorar o employer branding?

Para melhorar a percepção sobre a marca empregadora, siga estes passos:

  1. Faça um diagnóstico do posicionamento da empresa por meio de pesquisas com os trabalhadores para avaliar a percepção sobre as ações atuais;  
  2. Defina novas iniciativas para alinhar as estratégias aos objetivos de reputação da marca no mercado;  
  3. Mensure novamente os resultados por meio de pesquisas para identificar avanços e pontos que ainda precisam de melhorias.

Essas etapas conectam liderança e colaboradores, o que é essencial, pois sem o engajamento da equipe, qualquer ação perde força e efetividade.

Durante esse processo, é fundamental avaliar a qualidade de iniciativas, como o pacote de benefícios, que influencia diretamente a alimentação, a saúde e o bem-estar geral dos funcionários.

No próximo tópico, listamos mais estratégias de employer branding para fortalecer o posicionamento da marca no mercado. Confira!

Quais são as principais estratégias de employer branding?

Ter uma narrativa própria e bem definida, reconhecer a importância de construir uma marca empregadora forte, realizar auditorias regulares para mensurar resultados e ouvir continuamente a opinião dos colaboradores são estratégias essenciais para aprimorar o posicionamento da empresa no mercado e fortalecer a cultura organizacional.

A importância das estratégias de employer branding não pode ser subestimada. Afinal, 92% dos colaboradores mudariam de emprego, sem aumento, se a oportunidade fosse em uma empresa com excelente reputação.

Além disso, a mesma pesquisa do Glassdoor destaca que 86% dos candidatos não trabalhariam para uma empresa com má reputação.

Por isso, segundo a Forbes, vale a pena adotar as estratégias a seguir para consolidar a marca empregadora.

Criar a própria narrativa

A construção de uma marca é, acima de tudo, contar histórias. Se você não criar ativamente a sua marca empregadora, o posicionamento será definido por outros.

Por isso, é essencial ter clareza sobre como a cultura da organização deve ser percebida e tomar medidas concretas para transformá-la na história central da marca.

Nesse sentido, crie uma proposta de valor clara e atrativa para os colaboradores, destacando os benefícios fornecidos em troca de suas habilidades e desempenho.

Além disso, mostre aspectos da cultura em todos os canais possíveis: de redes sociais ao site, descrições de vagas e campanhas de recrutamento. Faça sua história ganhar vida com fotos, vídeos, postagens no blog e depoimentos de colaboradores.

Leia também: Marketing de incentivo: o que é e como aplicar?

Reconhecer que a estratégia é tão importante quanto a marca

Em grandes empresas, a marca costuma ser bem conhecida, mas o employer branding geralmente só se destaca quando uma ocorrência negativa vem à tona.

No entanto, é preciso criar uma estratégia de conscientização assim como é feito com produtos ou serviços. Afinal, independentemente do tamanho da empresa, a marca empregadora é tão importante quanto a marca consumidora.

Quando bem trabalhado, a reputação pode ser o diferencial para atrair os melhores talentos e consolidar a posição no mercado.

Auditar a estratégia

Revise a estratégia de marca, do começo ao fim, sob a perspectiva de um candidato. Comece lendo seu site e garanta que a página “Sobre nós” reflita o alinhamento entre missão e visão.

Verifique também suas descrições de vagas e analise: os textos contam a história da empresa?

Além disso, visite o Glassdoor, confira as avaliações e responda os feedbacks com empatia e autenticidade. Outra estratégia é configurar os alertas no Google para acompanhar o que falam sobre sua empresa e líderes online.

Caso encontre resultados negativos, encare-os de maneira respeitosa.

Consultar os colaboradores

A marca empregadora é construída principalmente pelos colaboradores, que falam, postam e decidem. Então, não perca esses feedbacks de vista.

Nesse sentido, conduza pesquisas de clima que permitam feedback anônimo sobre a experiência na empresa. Então, revise os resultados e crie um plano para abordar qualquer inadequação.

Leia também: Como usar o monitoramento de clima no planejamento estratégico de pessoas?

Como calcular o employer branding?

Embora não exista um método matemático único para quantificar os resultados das ações de employer branding, diversos indicadores de RH ajudam a avaliar a eficácia da estratégia, como as taxas de retenção e turnover, o tempo de contratação e a taxa de rejeição de ofertas.

Para começar, é importante observar a taxa de retenção e turnover (rotatividade) dos colaboradores. Se a marca empregadora for sólida, não só atrai como mantém talentos.

O cálculo de rotatividade de pessoal envolve três etapas:

  • somar a quantidade de entradas e a de saídas no período avaliado;
  • dividir esse valor por dois e depois pela quantidade de funcionários ativos na empresa;
  • multiplicar o resultado por 100 para encontrar a porcentagem.

Por exemplo: 100 entradas + 25 saídas ÷ 2 = 62,5 ÷ 250 colaboradores ativos = 0,25 x 100 = 25% de turnover.

Outro KPI essencial é o tempo de contratação, pois uma imagem de marca forte pode reduzir significativamente o tempo necessário para preencher uma vaga.

Além disso, a percepção do candidato sobre a empresa deve ser medida. Então, realizar pesquisas para entender como seus candidatos veem sua empresa durante o processo seletivo traz insights valiosos.

Por fim, é importante avaliar a taxa de rejeição de ofertas, pois se a empresa tem um alto número de rejeições, talvez a estratégia precise de ajustes.

Afinal, quando os candidatos têm uma visão positiva da empresa, as ofertas de emprego têm mais chances de serem aceitas.

Medindo o ROI da estratégia

Pode parecer difícil quantificar algo intangível, mas é possível mensurar o retorno sobre investimento (ROI).

Para começar, olhe para a redução de custos com recrutamento, afinal uma marca empregadora bem estabelecida atrai bons candidatos, o que reduz a necessidade de processos de recrutamento longos e caros.

Outro ponto está na redução do turnover, pois quando as pessoas estão satisfeitas com a cultura e o ambiente da empresa, a rotatividade tende a cair.

Esses indicadores impactam positivamente o ROI, já que a perda de talentos é um dos maiores custos ocultos de qualquer organização.

No fim das contas, o ROI da estratégia se manifesta na melhoria contínua dos processos de contratação, na retenção de talentos e na maximização do potencial das equipes.

Leia também: 22 indicadores de recrutamento e seleção para sua empresa

O employee lifecycle e a persona do candidato

O employee lifecycle envolve todas as fases da jornada do colaborador, desde o primeiro contato até a saída. Para otimizar cada etapa, é preciso conectar o ciclo com a persona do candidato, uma representação do colaborador ideal.

Por isso, na fase de atração e recrutamento, a persona do candidato deve ser o foco. Então, a comunicação deve refletir o que o candidato ideal busca em uma empresa. Se a persona busca um ambiente dinâmico, por exemplo, a mensagem deve enfatizar esse aspecto.

Já na integração, o onboarding precisa ser alinhado com as expectativas da persona, para garantir o engajamento desde o início.

Quais são os benefícios das ações de employer branding?

Reduzir custos de recrutamento, acelerar contratações, aumentar o engajamento, diminuir o turnover, elevar a produtividade e melhorar tanto a qualidade das admissões quanto a percepção dos clientes são alguns dos principais benefícios de construir uma marca empregadora forte, capaz de influenciar toda a dinâmica da empresa.

Em um mercado cada vez mais competitivo, contar com estratégias de employer branding sólidas é um diferencial. Entenda os motivos a seguir.

Redução de custos com recrutamento

Uma marca empregadora sólida pode reduzir em até 50% os custos de recrutamento, segundo estudo realizado pela consultoria sueca Universum Global.

O posicionamento atrai candidatos de forma orgânica, sem a necessidade de investimentos elevados em anúncios ou headhunters. Devido às incertezas do mercado, cada vez mais profissionais buscam segurança e estabilidade no emprego.

Empresas com marcas sólidas se destacam ao construir uma imagem alinhada a esses valores, o que atrai profissionais que realmente se identificam com a organização.

Contratação mais rápida

Uma marca empregadora respeitada acelera os processos de contratação e reduz o tempo necessário para preencher uma vaga em até duas semanas.

A rapidez proporciona uma vantagem competitiva crucial, especialmente em mercados onde os melhores talentos são disputados.

Dessa forma, empresas conseguem que os candidatos aceitem ofertas com mais agilidade, o que reduz atrasos e otimiza o onboarding.

Maior engajamento e redução do turnover

Empresas com marcas bem-estruturadas reduzem a taxa de turnover em até 28%. O que representa uma economia significativa, considerando que substituir um colaborador pode custar 50% do seu salário anual.

A razão disso é a conexão com propósito. Ou seja, quando os colaboradores se identificam com a empresa, permanecem por mais tempo e se engajam mais.

Aumento da produtividade

Uma pesquisa da Gallup indica que empresas com equipes altamente engajadas têm um desempenho 21% melhor. O posicionamento da marca fortalece essa conexão porque favorece o bem-estar no ambiente de trabalho, no qual os colaboradores se sentem motivados e comprometidos.

Melhora da qualidade das contratações

Uma marca empregadora sólida atrai talentos alinhados com os valores e a missão da empresa. A pesquisa da Universum também mostra que 75% dos jovens profissionais analisam a reputação de uma empresa antes de se candidatarem.

A adoção desse critério significa menos tempo gasto com triagem e seleção e um time mais coeso e eficiente.

Favorece a percepção positiva do cliente

A marca empregadora não impacta apenas o recrutamento, mas também influencia a percepção do público e ajuda na fidelização de clientes.

Afinal, empresas que tratam bem seus colaboradores ganham credibilidade no mercado, o que aumenta a confiança do consumidor e fortalece a marca.

Leia também: Como sua empresa pode ser mais atrativa com plano de cargos e salários

Como fortalecer a marca empregadora? 4 plataformas

Manter perfis ativos no LinkedIn, Glassdoor, redes sociais e Google Meu Negócio é uma forma simples e eficaz de fortalecer a marca empregadora. A estratégia não precisa ser cara nem complexa: com as ferramentas certas, é possível atrair talentos, reduzir custos de recrutamento e aumentar o engajamento dos colaboradores.

A seguir, veja como fortalecer a marca empregadora por meio dessas plataformas.

LinkedIn

O LinkedIn é indispensável para construir e promover a marca empregadora porque permite compartilhar conquistas, depoimentos de colaboradores, clima organizacional e até insights sobre o dia a dia.

Além disso, o recrutamento pelo site facilita a busca ativa por talentos alinhados aos valores da organização.

Glassdoor

O Glassdoor permite que colaboradores avaliem a empresa anonimamente, dando notas para a cultura, liderança e tipos de benefícios.

Além de ajudar a entender a percepção interna, é um fator decisivo para candidatos que pesquisam antes de aceitar uma oferta de emprego.

Então, use as avaliações de forma estratégica e transparente, mostrando que a empresa valoriza feedbacks e busca melhorias constantes.

Redes sociais

As redes sociais visuais, como Instagram e TikTok, ganharam espaço na estratégia de construção da marca empregadora, especialmente entre as novas gerações.

Portanto, empresas que compartilham os bastidores, depoimentos espontâneos e o ambiente de trabalho criam conexões com talentos em potencial.

Google Meu Negócio

Embora seja mais conhecido para avaliações de clientes, o Google Meu Negócio também influencia a percepção dos candidatos sobre as empresas. Afinal, avaliações, sejam elas positivas ou negativas, ajudam a fortalecer a imagem empregadora.

Ou seja, note como investir em branding não significa gastar fortunas. Com as ferramentas certas, a empresa pode construir uma reputação forte, atrair os melhores talentos e engajar seu time.

Qual o impacto da marca empregadora sobre a geração Z?

Para a geração Z, a relação com a marca empregadora vai além do pacote de benefícios ou da cultura organizacional. Para esse público, identidade, pertencimento e a possibilidade de se enxergar na empresa têm grande peso. Afinal, os jovens não procuram apenas um emprego, buscam conexão e propósito.

Segundo estudo na área organizacional, os jovens interagem com as marcas empregadoras como “prosumidores”. Ou seja, como consumidores que não apenas absorvem conteúdo, mas também criam e divulgam.

Suas redes sociais refletem essa relação por meio do compartilhamento de posts da empresa e comentários sobre as iniciativas, o que ajuda a moldar a percepção de mercado sobre a organização.

Mas há um detalhe fundamental: essa conexão é efêmera. Ou seja, a geração Z não enxerga a carreira como uma maratona dentro da mesma empresa por 10 ou 20 anos.

Para esse grupo, o crescimento profissional é uma soma de experiências que constroem sua reputação e fortalecem seu portfólio. Então, o nome da empresa onde trabalham importa tanto quanto o aprendizado, e essa relação muitas vezes é transitória.

Os jovens profissionais se engajam emocionalmente, vestem a camisa, divulgam a cultura, mas isso não significa que ficarão em longo prazo.

Por isso, atraí-los com um discurso sedutor é fácil, mas retê-los exige muito mais. A questão é que muitas empresas ainda não entenderam essa dinâmica.

Portanto, as estratégias de gestão de pessoas precisam evoluir para reconhecer que esses jovens buscam mais do que estabilidade: querem impacto. Querem sentir que suas ideias e iniciativas são valorizadas.

Leia também: Como o sistema de gestão de pessoas apoia o trabalho do RH?

Qual a relação entre employer branding, comunicação interna e endomarketing?

Para atrair e reter talentos, esses três aspectos da comunicação corporativa precisam atuar juntos. Não adianta projetar uma boa imagem empregadora para o mercado se a empresa não se comunica bem internamente nem engaja seus colaboradores, ambos influenciam diretamente a força da reputação da marca.

A comunicação interna e o endomarketing formam um tripé essencial para fortalecer a marca empregadora.

A construção da imagem de marca envolve a construção e gestão da reputação da empresa como um ótimo lugar para trabalhar. A estratégia considera a experiência do colaborador, a percepção do mercado e o alinhamento entre valores, cultura e práticas rotineiras.

Uma marca empregadora forte atrai talentos, reduz custos de recrutamento e aumenta a retenção de funcionários. Mas, para que essa reputação se sustente, é essencial que os colaboradores vivam e reconheçam os valores da empresa internamente.

Por isso, não adianta investir em branding se os próprios colaboradores não se identificam com a cultura da empresa. Nesse sentido, a comunicação interna garante que a mensagem transmitida ao mercado esteja alinhada com a realidade vivida pelos colaboradores.

Além disso, uma comunicação eficiente ajuda a manter o time informado, engajado e conectado aos objetivos estratégicos da empresa.

Endomarketing estratégico

Já o endomarketing complementa a marca empregadora, pois cria ações que elevam o orgulho e o senso de pertencimento dos colaboradores. A comunicação vai além da informação e se concentra na experiência interna.

Dessa forma, o endomarketing promove reconhecimento, valorização e engajamento por meio de campanhas motivacionais, eventos corporativos e iniciativas que reforcem a cultura da empresa.

Ou seja, enquanto a comunicação interna é o “como”, o endomarketing é o “o quê”, a estratégia que dá vida à marca empregadora da empresa.

Em resumo, esses três pilares se conectam da seguinte forma:

  • marca empregadora define como a empresa quer ser percebida;
  • comunicação interna garante que essa percepção seja verdadeira para quem já faz parte da equipe;
  • endomarketing reforça e promove a experiência, o que transforma os colaboradores em defensores da marca.

Quando esses elementos trabalham juntos, a empresa não só atrai os melhores talentos, mas também garante a satisfação dos colaboradores e mantém o time engajado, produtivo e fiel à cultura do negócio.

Afinal, uma marca empregadora forte começa de dentro para fora.

Quem é o responsável por trabalhar o employer branding?

A criação da estratégia envolve diferentes áreas dentro da empresa, mas a gestão costuma ser liderada pelo setor de Recursos Humanos, especialmente pela equipe de Talent Acquisition ou cultura organizacional. No entanto, a efetividade depende da colaboração de outras áreas, como marketing e comunicação interna.

O RH é responsável por estruturar a proposta de valor para os colaboradores, o que inclui alinhar as práticas de recrutamento e retenção à cultura interna e garantir que a experiência do colaborador seja coerente com a imagem que a empresa promove.

O marketing contribui trazendo técnicas de branding, storytelling e posicionamento digital. O objetivo é atrair talentos por meio de conteúdos estratégicos em plataformas, como LinkedIn, Glassdoor e redes sociais.

A comunicação interna, por sua vez, desempenha um papel importante ao garantir que a mensagem transmitida ao mercado esteja alinhada à realidade vivida pelos colaboradores.

Assim, a mensagem fortalece o engajamento e transforma os próprios colaboradores em embaixadores da marca.

Por fim, em algumas empresas, há uma equipe ou um profissional dedicado exclusivamente à imagem da marca, que atua na interseção entre essas áreas para que a comunicação seja forte e coerente para o público externo e interno.

Leia também: O que é Employee Value Proposition? Descubra!

Como ser um profissional de employer branding?

Para atuar como profissional da área, é essencial entender sobre construção de marca e dominar conceitos-chave de comunicação. Essas habilidades garantem uma mensagem consistente entre o que a empresa promete e o que realmente entrega, e alinham a identidade divulgada aos valores vividos pela equipe.

No mercado atual, trabalhar com criação e fortalecimento de marcas empregadoras vai além de planejar postagens atrativas ou administrar a marca no LinkedIn. Afinal, o que realmente importa é:

  • a estratégia por trás de cada ação;
  • a percepção construída;
  • a experiência entregue desde o primeiro contato com o candidato até a demissão.

Etapas do trabalho

Por isso, conhecer a cultura da empresa é fundamental para desenvolver uma imagem autêntica e coerente. Para começar esse trabalho, reflita sobre duas perguntas:

  • O que minha empresa comunica e o que realmente pratica?
  • Em quais pontos surgem divergências?

Em seguida, é importante criar uma experiência de candidato memorável. O processo de seleção não pode ser uma experiência desconectada ou impessoal. As etapas devem refletir, desde o início, os valores que a empresa preza.

Portanto, pense em como mostrar, de maneira tangível, o que é ser parte da organização. Neste ponto, não subestime a importância da comunicação clara, do respeito ao tempo do candidato e da transparência.

Além disso, vale apostar em conteúdo relevante. Ou seja, não basta ter uma escrita atraente, é necessário conversar diretamente com o público-alvo.

Afinal, não se trata de tentar vender algo que não existe, e sim de expor o que torna a empresa única e o lugar ideal para os talentos certos.

Por fim, é importante lembrar que não há imagem de marca que sobreviva sem envolvimento genuíno dos líderes e colaboradores. Então, o profissional da área atua como elo entre o que a equipe diz e o que realmente praticam.

3 exemplos de employer branding que vale a pena conhecer

Nubank

O Nubank é um exemplo que se destaca por sua cultura aberta, inclusiva e focada na transparência.

A empresa investe em um ambiente de trabalho colaborativo, onde a inovação é estimulada, e os colaboradores têm autonomia.

Além disso, o Nubank valoriza a diversidade e tem uma gestão de benefícios corporativos flexíveis, que atraem jovens talentos alinhados com esses valores.

Magazine Luiza

O Magazine Luiza tem sido referência ao promover um ambiente inclusivo e focado no desenvolvimento dos colaboradores.

Nesse sentido, a empresa investe em programas para promover a liderança feminina, por exemplo. Além disso, suas campanhas de recrutamento e cultura estão muito alinhadas à sua missão de “transformar vidas”.

Ambev

A Ambev trabalha a construção de uma cultura de alta performance e desenvolvimento contínuo. A empresa oferece oportunidades de crescimento, programas de trainee e promove a diversidade no ambiente de trabalho.

Além disso, a Ambev também é conhecida pelo foco em liderança e desenvolvimento de talentos. Atraindo, assim, profissionais que buscam desafios e uma carreira sólida.

Leia também: Como aprimorar sua empresa com o diagnóstico organizacional?

Como os benefícios ajudam o employer branding e retenção de talentos?

Investir em employer branding é uma estratégia poderosa de retenção de talentos, mas, sobretudo, é um passo fundamental para fortalecer a cultura organizacional e promover o engajamento dos colaboradores em longo prazo. Não à toa, 51% dos líderes de RH pretendem começar ou expandir investimentos em marca empregadora em 2026.

Entre as ações implementadas, benefícios modernos, como vale-alimentação e vale-refeição digitais, contribuem diretamente para a construção da marca empregadora.

Afinal, oferecer liberdade de escolha sobre onde utilizar o auxílio é uma flexibilidade valorizada pelos profissionais e um diferencial competitivo da estratégia de employer branding e retenção de talentos.

Por isso, empresas que alinham sua imagem a valores autênticos e ações consistentes criam uma jornada do colaborador mais positiva, o que faz com que a marca empregadora seja uma vantagem estratégica em longo prazo.

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FAQ

Por que employer branding é importante?

A construção de marca fortalece a reputação da empresa como empregadora, o que facilita a atração e retenção de talentos e reduz custos de contratação. Além disso, melhora o engajamento, a produtividade e a satisfação dos colaboradores com um ambiente de trabalho mais saudável e competitivo.

Quais são as 5 bases do branding?

O branding de uma marca empresarial foca a definição de cinco aspectos-chave:

propósito, posicionamento, personalidade, percepção e promoção. As estratégias trabalhadas em cada um dos 5 P’s guiam a comunicação interna e externa da empresa, com mensagens claras, coerentes e alinhadas à experiência do usuário.

Como aplicar employer branding nas empresas?

Para colocar em prática o conceito de marca empregadora:

  1. Mapeie a cultura interna, defina uma proposta de valor ao colaborador (EVP) e alinhe comunicação interna e externa;
  2. Faça pesquisas com colaboradores, identifique discrepâncias, implemente melhorias e acompanhe métricas;
  3. Promova benefícios relevantes, divulgue histórias reais e mantenha consistência entre discurso e prática.

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