Desde a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que estabeleceu vários benefícios trabalhistas obrigatórios, do salário mínimo até as soluções multibenefícios atuais, a evolução dos benefícios no Brasil é uma trajetória de ascensão.
Atualmente, mais do que em qualquer outro momento da história dos benefícios corporativos, os auxílios obrigatórios e opcionais equilibram a relação com o colaborador, além de serem um ponto estratégico da proposta de valor da empresa e de sua marca empregadora no mercado.
Nesse cenário, as organizações que não veem além do cumprimento de diretrizes regulatórias perdem a oportunidade de aumentar a retenção de talentos com benefícios, um ganho que impulsiona o engajamento e a confiança no empregador.
Seu negócio está neste ponto de virada? Neste artigo, você conhecerá a linha do tempo da evolução dos benefícios no Brasil, desde a criação dos auxílios até o desenvolvimento de soluções modernas e tecnológicas, como o cartão multibenefícios para empresas.
Continue a leitura e confira!
Principais aprendizados deste artigo
- A evolução dos benefícios no Brasil reflete a adaptação das empresas às mudanças sociais, econômicas e às necessidades dos colaboradores ao longo das décadas.
- A história dos benefícios corporativos mostra a transição de direitos obrigatórios, como vale-transporte, para estratégias voltadas à atração e retenção de talentos.
- A transformação digital impulsionou a modernização da gestão, deixando os benefícios mais acessíveis, mensuráveis e integrados ao RH.
- A retenção de talentos com benefícios se fortalece quando as empresas oferecem soluções alinhadas ao perfil e às expectativas dos colaboradores.
- Os benefícios flexíveis para funcionários, como o Ticket Multibenefícios e o Ticket Flex, ganharam destaque ao colocar o colaborador no centro das decisões, promovendo autonomia e satisfação.
- A personalização e a digitalização consolidam os auxílios como um diferencial competitivo estratégico para o futuro das organizações.
Qual é a história dos benefícios corporativos no Brasil?
O marco inicial para o surgimento dos benefícios trabalhistas foi a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o decreto-lei que regulamentou as relações trabalhistas no Brasil em 1943. O objetivo da legislação é proteger o trabalhador, estabelecendo direitos e deveres tanto para empregadores quanto para empregados.
Desde a década de 40, a CLT evoluiu por meio de melhorias que adaptaram os direitos trabalhistas às necessidades dos colaboradores, o que contribuiu para o crescimento econômico e social da população.
Uma das atualizações mais importantes aconteceu em 2017, resultando em uma Reforma Trabalhista que atualizou várias normas da CLT para combater o desemprego e a crise econômica.
No entanto, hoje, essas normas são vistas pelos trabalhadores mais como direitos adquiridos do que como benefícios corporativos. Diante desse cenário, as empresas precisaram investir em auxílios extras para atrair e manter seus talentos.
Criação do PAT
O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) surgiu em 1976, para incentivar as empresas a promoverem a segurança alimentar e nutricional de suas equipes.
O programa estimula a implementação de soluções como vale-refeição, vale-alimentação, refeitórios internos com supervisão de nutricionistas ou distribuição de cestas básicas.
Para fomentar a adesão, o PAT oferece incentivos fiscais, como a dedução de até 4% no IRPJ para empresas no regime de Lucro Real, além de isenção de INSS/FGTS sobre o valor gasto com o benefício.
Atualmente, cerca de 300 mil empresas estão inscritas no PAT, beneficiando mais de 21,5 milhões de trabalhadores, dos quais, em média, 86% recebem até cinco salários mínimos, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego.
Como toda mudança abre caminho para mais inovação, a Ticket chegou ao Brasil no mesmo ano do lançamento do Programa de Alimentação do Trabalhador, trazendo o conceito europeu de convênio para aquisição de refeições em horário comercial.
Esse período da evolução dos benefícios no Brasil trouxe conceitos fundamentais para o crescimento do mercado de auxílios empresariais, que, mais tarde, se tornaram inovações estratégicas para a competitividade entre as organizações.
Como a estratégia de retenção de talentos com benefícios virou um diferencial competitivo?
As mudanças na economia impulsionaram melhorias nas relações de trabalho, pois, além de um bom salário, os profissionais passaram a buscar mais qualidade de vida, flexibilidade e bem-estar. Assim, a oferta de benefícios corporativos alinhados às necessidades dos colaboradores se transformou em uma estratégia essencial para atrair e reter talentos.
Além disso, com mais estabilidade e o mercado de trabalho aquecido, as empresas ganharam perspectiva de longo prazo para projetar seu crescimento em planejamentos possíveis e realistas. Esse cenário favorável impulsionou as operações e as oportunidades profissionais.
Entre 1985 e os anos 1990, a história dos benefícios trabalhistas no Brasil ganhou marcos importantes, como o vale-transporte (VT) obrigatório em 1987, que segue até hoje garantindo o deslocamento residência-trabalho.
Em 1988, a CLT incluiu novas regras, como a multa de 40% sobre o FGTS nas demissões sem justa causa, o pagamento de adicional de horas extras e o acréscimo de 1/3 sobre o salário nas férias.
Acompanhando a evolução dos benefícios no Brasil, a Ticket lançou três produtos ao longo dos anos 1990:
- 1991: o Ticket Alimentação;
- 1993: o Ticket Transporte;
- 1998: transformação do Ticket Combustível em Ticket Car.
Benefícios obrigatórios e opcionais
A diferenciação entre auxílios obrigatórios e opcionais é fundamental para entender a retenção de talentos com benefícios como uma estratégia corporativa.
Os itens obrigatórios, como VT, férias, 13º salário, licença-maternidade e paternidade, são garantidos pela CLT e inegociáveis. Ou seja, todo dono de empresa que formaliza a contratação de um profissional deve pagar cada direito no momento indicado pela lei.
Já os benefícios opcionais, como vale-refeição ou alimentação, vale-cultura, auxílio home office, além dos voltados à saúde e ao bem-estar físico e mental, são extras que as empresas incluem em seus pacotes.
A escolha dos incentivos deve estar alinhada ao perfil dos colaboradores. Afinal, o objetivo é oferecer valor real por meio dos benefícios, e não tratá-los apenas como moeda de troca.
Isso porque um relacionamento sólido com a empresa pode influenciar a permanência do colaborador, além de contribuir positivamente para a produtividade e o engajamento, o que fortalece o employer branding da organização.
Leia mais: Employer branding: o que é, função e estratégias de marca forte
Quando a gestão de benefícios se integrou à estratégia de RH?
Entre os anos 2000 e 2010, a transformação digital favoreceu a evolução dos benefícios no Brasil com a chegada de softwares que automatizaram várias atividades corporativas, inclusive o gerenciamento de auxílios pelo RH, o que permitiu mais agilidade nas análises e melhor controle sobre quais benefícios oferecer aos colaboradores.
Dessa forma, o setor teve a oportunidade perfeita para unir gestão de pessoas e benefícios corporativos. Com um Employee Value Proposition (EVP, ou proposta de valor ao colaborador, em português) forte, o conjunto de incentivos oferecidos destaca a cultura organizacional.
Além disso, o EVP comunica as oportunidades de carreira e as recompensas que o colaborador pode receber ao longo de sua trajetória. Assim, a oferta mostra, de forma objetiva, a estratégia de atração e retenção de talentos das organizações.
Surgimento das plataformas digitais
Para suprir a necessidade das empresas de oferecer auxílios com mais praticidade e facilitar o uso pelos colaboradores, o mercado de plataformas digitais de gestão de benefícios começou a ganhar força na segunda metade dos anos 2000.
Assim, os vales de papel deram espaço para os cartões com chip, administrados em plataformas de software como serviço (SaaS), que facilitaram as atividades de gestão e a distribuição mensal dos auxílios. Essa inovação melhorou o controle e flexibilizou os processos do RH.
Nessa fase da evolução dos benefícios no Brasil, a Ticket adotou inovações, como os cartões com chip de segurança, e desenvolveu a primeira assistente virtual do segmento com inteligência artificial, a EVA (Edenred Virtual Assistant), em 2015.
Em 2016, a empresa lançou uma nova unidade de negócios no Brasil, a Edenred Soluções Pré-pagas, o que facilitou o controle de custos pelo RH. Em 2018, o Ticket Pagamentos foi incorporado ao sistema para simplificar as recargas, centralizando o trabalho em um único lugar.
A essa altura da evolução dos benefícios no Brasil, as empresas ganharam mais flexibilidade, confiabilidade e segurança na gestão de benefícios.
Esse desenvolvimento abriu caminhos para novas soluções, como o cartão multibenefícios para empresas e a personalização dos pacotes de auxílios.
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Como os benefícios deixaram de ser custo e passaram a ser estratégia?
A digitalização das plataformas não foi apenas uma melhoria operacional. Ela abriu espaço para uma mudança de mentalidade nas organizações. Com dados em mãos e processos mais ágeis, o RH passou a enxergar os benefícios corporativos não como uma obrigação administrativa, mas como uma alavanca de atração, engajamento e retenção de talentos.
Essa virada aconteceu de forma gradual ao longo dos anos 2010, impulsionada por um fator geracional importante: a entrada dos millennials no mercado de trabalho. Para essa geração, propósito, flexibilidade e qualidade de vida pesam tanto quanto a remuneração na hora de escolher e permanecer em uma empresa.
Nesse contexto, o pacote de benefícios deixou de ser um item de conformidade para se tornar um componente central do EVP. As organizações que entenderam esse movimento antes da concorrência ganharam vantagem real na disputa por profissionais qualificados.
A consolidação do benefício 100% digital
Outro marco dessa transformação foi a migração definitiva para o ambiente digital. Os vales físicos e os processos manuais de recarga cederam lugar a cartões inteligentes e plataformas de gestão integradas. Com eles, surgiu o modelo que define o presente do setor: o cartão multibenefícios.
Com um único cartão digital, o colaborador passa a ter acesso a diferentes categorias de benefícios ativos, como alimentação, refeição, mobilidade, saúde, cultura e home office, tudo administrado por um aplicativo e gerenciado pelo RH em tempo real.
Para o RH, isso significa gestão centralizada, decisões baseadas em dados e um benefício que opera com a mesma lógica estratégica de qualquer outro investimento empresarial: mensurável, ajustável e orientado a resultado. Esse modelo já estava em consolidação quando a pandemia de 2020 chegou para acelerar o que ainda era tendência e tornar urgente o que ainda era opcional.
Qual a relação entre trabalho remoto e benefícios flexíveis para funcionários?
A atuação fora do escritório ampliou demandas por autonomia e personalização, levando empresas a oferecerem opções ajustáveis às diferentes rotinas, como ajuda de custo, bem-estar e infraestrutura. Dessa forma, o RH oferece o que faz mais sentido para a realidade de cada colaborador, além de controlar melhor o orçamento.
Quando a pandemia da covid-19 eclodiu, as empresas passaram por uma aceleração forçada do teletrabalho, uma experiência até então voluntária e em ascensão progressiva.
Além de adaptar a estrutura operacional à nova realidade, as organizações tiveram que pensar na qualidade de vida de suas equipes em casa, o que incluía ergonomia, equipamentos eletrônicos e auxílios para custear despesas, como energia e internet.
Nesse cenário, outro ponto de virada fundamental na evolução dos benefícios no Brasil foi a preocupação com a saúde mental dos colaboradores.
Isso porque, na época, o isolamento social impactou emocional e psicologicamente as pessoas. Porém, mesmo após o fim da pandemia, as estatísticas reforçam a importância desses cuidados.
Segundo dados da Previdência Social, mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais e comportamentais foram concedidos em 2025, um aumento de 15,66% em comparação a 2024.
Por isso, atualmente, o colaborador está no centro da decisão sobre o próprio pacote de auxílios, o que incentiva a adoção do modelo de benefícios flexíveis para funcionários.
A autonomia na escolha dos incentivos é uma forma de as empresas fortalecerem o valor de seus programas, incentivarem a adesão e colaborarem ativamente com a saúde e o desempenho de seus times.
Como o cartão multibenefícios para empresas facilita a personalização?
Esse tipo de cartão permite a inclusão de várias categorias de benefícios no mesmo meio de pagamento. Assim, o colaborador utiliza em diversos estabelecimentos, como restaurantes, farmácias e serviços de saúde mental. Esse mecanismo possibilita a personalização dos auxílios para cada colaborador, garantindo mais flexibilidade e praticidade.
Dessa forma, o RH pode liberar, no cartão multibenefícios para empresas, os auxílios opcionais que atendem às prioridades de cada membro da equipe.
Uma das principais vantagens desse modelo de concessão é que tanto o uso diário dos colaboradores quanto a gestão de benefícios corporativos pelo RH são 100% digitais.
Ou seja, a equipe tem um aplicativo para acompanhar os saldos de cada categoria e controlar o cartão, além de poder cadastrá-lo em carteiras digitais e utilizar métodos como pagamento por aproximação, que dispensa o cartão físico.
O RH, por sua vez, monitora o cartão de cada membro, os pagamentos das recargas mensais e as atualizações de categorias por meio de um sistema que centraliza todos os dados da operação.
Personalização como padrão atual
Atualmente, a evolução dos benefícios no Brasil coloca o colaborador como o centro da estratégia. O desejo por flexibilidade, variedade e experiências de qualidade já aparece nas principais pesquisas do mercado.
Segundo dados da Robert Half, 84% dos profissionais gostariam de escolher os benefícios de acordo com suas necessidades. No entanto, apenas 21% vivem essa experiência personalizada.
Diante dessa lacuna entre o desejo dos profissionais e a estratégia adotada pelas empresas, encontrar parcerias que auxiliem na implementação desse modelo ajuda a alcançar metas-chave, como a redução de turnover com pacote de benefícios.
Atenta a essa tendência, a Ticket incluiu duas soluções no portfólio para ajudar as empresas na personalização:
- Ticket Flex: lançado em 2021, possibilita transações tanto em supermercados (alimentação) como em restaurantes (refeição), reunindo dois benefícios em um único cartão.
- Ticket Multibenefícios: lançado em 2025, reúne até sete modalidades de uso em um só produto.
A chegada de novos produtos é uma oportunidade de inovação para as empresas fortalecerem suas estratégias de atração e retenção de talentos com os benefícios flexíveis para funcionários, uma decisão que pode ditar seu crescimento nos próximos anos.
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O que a evolução dos benefícios no Brasil revela sobre o RH de hoje?
As mudanças ao longo das décadas mostram o quanto é essencial que o RH conheça sua equipe e acompanhe sua evolução para pensar estrategicamente nos benefícios. Esse conhecimento ajuda a escolher soluções que atendem à realidade dos colaboradores, além de dar voz ao time, valorizando as interações e percepções coletivas.
Dessa forma, a redução de turnover com pacote de benefícios pode diminuir os custos com a gestão de pessoas e contribuir para o engajamento do time, o que demonstra a satisfação com os auxílios oferecidos.
De acordo com o Guia Salarial 2026, da Robert Half, os benefícios e incentivos mais valorizados pelos profissionais são:
- programas de benefícios flexíveis;
- recursos de saúde mental e programas de assistência ao empregado;
- portal de benefícios para colaboradores;
- convênio ou subsídio para academias.
Então, o papel do RH é identificar internamente como a equipe se alinha às tendências e, assim, criar uma estratégia personalizada para oferecer uma experiência exclusiva, moderna e fácil de monitorar.
Ticket: benefícios e gestão digital, sem surpresas e burocracia
A evolução dos benefícios no Brasil cria novas oportunidades para as empresas aperfeiçoarem seus programas, oferecendo soluções que facilitam a rotina dos colaboradores e as atividades do RH.
Nessa trajetória, a Ticket se consolidou como uma marca pioneira no mercado nacional, com 50 anos de história, evoluindo com o RH para criar produtos que atendem aos desejos atuais dos colaboradores.
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