Não há valor mínimo para o vale-alimentação, segundo a legislação brasileira. Na prática, significa que cada empresa tem liberdade para escolher o quanto pagar de ticket a seus colaboradores. A regra só muda se um acordo ou convenção coletiva da categoria profissional estipular o valor e as condições de pagamento.
Em 2025, o governo anunciou novas regras para o vale-alimentação e o vale-refeição. Mesmo assim, nada mudou quanto à obrigação de oferecer o benefício, nem quanto ao valor mínimo.
Se, por um lado, não há um mínimo, por outro, há uma média de valores que as empresas podem considerar. Na cidade de São Paulo, por exemplo, nossa pesquisa Mais Valor indica uma média de R$ 826,85 por mês em auxílios alimentares.
Continue a leitura para entender melhor como funciona o valor do vale-alimentação e as médias gerais das capitais de cada estado!
Principais aprendizados deste artigo:
- A legislação não define um valor mínimo do vale-alimentação. As empresas podem pagar conforme seus objetivos e orçamento, a não ser que a convenção coletiva do sindicato da categoria estabeleça um valor.
- A quantia concedida deve ser igual para todos os funcionários da empresa, e o desconto no vale-refeição na folha de pagamento é limitado a 20%.
- Usar pesquisas de mercado para entender a média de preço dos alimentos e das cestas básicas em cada cidade ajuda a alinhar a oferta à realidade da região.
- Oferecer um montante que cubra o custo real das compras e ajustá-lo anualmente fortalece a capacidade da empresa de atrair talentos.
- O cartão multibenefícios da Ticket reúne até sete categorias em um só lugar, simplifica o controle da empresa e oferece a flexibilidade de um saldo dinâmico para que a equipe escolha como usar seus benefícios.
Existe um valor mínimo para o vale-alimentação?
A legislação trabalhista não estabelece uma quantia-base para o benefício. Na prática, as empresas podem definir o montante, ou acordos e convenções coletivas estipulam o quanto pagar. Recomenda-se que a empresa considere o custo médio da alimentação na região e o orçamento ao determinar o valor.
Como funciona o valor do vale-alimentação?
Existem algumas regras que orientam a definição do valor:
- a lei exige que o valor concedido seja rigorosamente igual para todos os trabalhadores de uma mesma empresa;
- empresas inscritas no PAT podem descontar, no máximo, 20% do valor total do próprio benefício na folha de pagamento do funcionário;
- esse desconto não é obrigatório; a empresa pode escolher arcar com os custos do ticket ou deduzir apenas um valor simbólico.
O PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador) é uma ótima forma de converter os benefícios dos seus colaboradores em vantagens para a sua empresa.
Saiba quem pode participar do PAT, como o programa funciona e o que a legislação prevê.
Qual é a média do valor do vale-alimentação para empresas da minha região?
Quando não há definição sindical, as empresas podem usar como referência os preços dos alimentos na região de atuação. Outra alternativa é consultar os valores médios das cestas básicas em pesquisas como a Mais Valor da Ticket, a fim de alinhar suas ofertas às dos concorrentes e manter a competitividade.
Por exemplo, de acordo com a Pesquisa Mais Valor, essas são as médias nas principais capitais do Brasil:
- São Paulo (SP): R$ 826,85 /mês;
- Porto Alegre (RS): R$ 801,45 /mês;
- Florianópolis (SC): R$ 801,03 /mês;
- Rio de Janeiro (RJ): R$ 796,67 /mês;
- Campo Grande (MS): R$ 748,48 /mês;
- Curitiba (PR): R$ 741,46 /mês;
- Brasília (DF): R$ 737,37 /mês;
- Fortaleza (CE): R$ 709,90 /mês;
- Goiânia (GO): R$ 704,51 /mês;
- Belo Horizonte (MG): R$ 693,39 /mês;
- Belém (PA): R$ 690,98 /mês;
- Natal (RN): R$ 640,10 /mês;
- Salvador (BA): R$ 623,05 /mês;
- João Pessoa (PB): R$ 620,67 /mês;
- Recife (PE): R$ 618,47 /mês;
- Aracaju (SE): R$ 579,55 /mês.
Agora que sabe que não existe um valor mínimo no vale-alimentação para as empresas seguirem e quais são as médias gerais, é hora de entender como usar esse benefício estrategicamente!
Como usar o valor do vale-alimentação como estratégia de benefícios?
Para se destacar no mercado, considere ajustar a quantia para atrair talentos em cargos mais disputados. Você também pode oferecer um valor que cubra o custo real da alimentação na região. Por fim, lembre-se de reavaliar os benefícios anualmente, conforme a inflação dos alimentos e as práticas da concorrência.
Embora não sejam obrigatórios nem tenham piso, tanto o vale-alimentação quanto o vale-refeição são importantes para atrair profissionais qualificados. O vale-refeição, por exemplo, figura entre os mais valorizados pelos profissionais, segundo uma pesquisa da Robert Half.
Aproveite para ler também: 28 ideias de benefícios corporativos que você pode incluir em um pacote de vantagens atrativo!
Como a Ticket pode ajudar sua empresa na gestão do vale-alimentação?
A Ticket facilita toda a gestão de benefícios corporativos da sua empresa. Enquanto o seu time de RH ganha muito mais tempo e uma plataforma digital completa para controlar tudo sem burocracia, seus colaboradores podem usar o vale-alimentação em mais de 870 mil parceiros credenciados.
O cartão multibenefícios da Ticket é a grande novidade que reúne até sete categorias em um só lugar e traz a inovação do saldo dinâmico.
Você pode escolher o valor mínimo do vale-alimentação ou do vale-refeição e permitir que a pessoa decida como usar o saldo, conforme sua necessidade: em supermercados ou em restaurantes.
E as vantagens para seu time de RH? Simples:
- elimina a necessidade de gerenciar múltiplos cartões e simplifica a operação;
- assegura total segurança jurídica e conformidade com as regras do PAT;
- conta com relatórios automatizados e suporte especializado que facilitam a rotina.
Mostre que você investe no bem-estar de quem faz o seu negócio crescer.
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Perguntas frequentes
O valor do vale-alimentação pode variar entre empresas?
Sim, pode variar conforme a política de benefícios de cada empresa e a categoria profissional. Como não há valor mínimo do vale-alimentação, cada organização tem liberdade para estipular a quantia. Contudo, devem definir o montante considerando os acordos coletivos, o custo de vida regional e seu próprio orçamento.
A empresa pode reduzir o valor do vale-alimentação?
Depende. A empresa pode reduzir o valor do benefício se não houver previsão legal ou contratual que exija a manutenção da quantia original. Porém, se o valor mínimo estiver assegurado por convenção coletiva ou contrato de trabalho, qualquer alteração unilateral pode ser considerada prática ilegal.
O vale-alimentação entra no cálculo de salário?
Em regra geral, não. Segundo a legislação trabalhista, se o benefício for concedido por meio de cartões, não possui natureza salarial nem sofre incidência de impostos. No entanto, caso seja pago ilegalmente em dinheiro, esse montante passará a integrar obrigatoriamente o cálculo do salário mensal do trabalhador.
O vale-alimentação pode ser reajustado ao longo do ano?
Sim, o benefício pode e deve ser reajustado. As empresas frequentemente reavaliam o valor para acompanhar variações econômicas, como a inflação dos alimentos. Esse aumento periódico é uma medida importante para preservar o poder de compra, manter a competitividade e garantir a satisfação dos colaboradores.
